Flávio Bolsonaro promete ter o pai na posse e diz que vai ‘livrar o Brasil do PT’

Em ato na Avenida Paulista, candidato do PL afirmou que Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial no filho caso ele vença Lula no segundo turno; manifestação reuniu lideranças da direita a uma semana da votação.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18), e fez uma promessa que marcou o discurso de campanha: caso seja eleito, pretende ver o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, colocando a faixa presidencial nele durante a cerimônia de posse. O ato ocorreu a uma semana do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25), quando Flávio enfrentará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele”, declarou o senador. Ele também afirmou que pretende cuidar do país e da população brasileira.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar e foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Flávio critica Lula e fala sobre o STF

Durante o ato, Flávio Bolsonaro também atacou o governo petista e convocou os apoiadores a acompanhar o debate presidencial da TV Bandeirantes, previsto para a noite deste domingo.

O candidato afirmou que pretendia apresentar ao vivo acusações contra Lula e declarou que o Brasil estaria sem presidente, acrescentando que sua chegada ao cargo ocorreria em breve.

Flávio também disse que, se for eleito, pretende indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam contrários ao aborto e à liberação das drogas.

Em outro momento da manifestação, o senador levantou uma bandeira com os dizeres “Fora Lula e Moraes”, em referência ao presidente da República e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Ato reúne Tarcísio, Nikolas Ferreira e Ricardo Nunes

Batizada de “Bloco 22”, a manifestação reuniu aliados políticos e lideranças da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), além de Pablo Marçal e outros apoiadores da candidatura.

Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 11h15 e discursou aproximadamente às 12h30. Antes da fala do candidato, os participantes rezaram o Pai-Nosso a pedido de Nikolas Ferreira, que também pediu votos para o senador e defendeu a saída do PT do governo federal.

Ao encerrar sua participação, Flávio destacou a esposa, Fernanda, e afirmou que pretende dedicar sua vida ao país caso seja eleito.

Manifestação teve clima de bloco de carnaval

O evento foi organizado em formato de festa de rua, com carros de som, músicas adaptadas e jingles contra o PT. Entre as frases cantadas pelos participantes estavam “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “Fora, PT, aqui não é seu lugar”.

A maioria dos manifestantes vestia camisas da seleção brasileira e carregava bandeiras com o número 22, associado à candidatura do PL. Também foram vistas bandeiras com símbolos dos Estados Unidos, do Brasil e de Israel, além de bonés com referências ao presidente norte-americano Donald Trump.

Antes dos discursos, um integrante da organização pediu que as bandeiras de outros países fossem recolhidas. “Hoje é a nação brasileira”, afirmou.

Campanha de Lula aposta em atos descentralizados

Enquanto Flávio Bolsonaro participou da mobilização na Avenida Paulista, apoiadores de Lula organizaram manifestações em diferentes cidades. A estratégia da campanha petista é incentivar atos descentralizados, com participação de artistas, movimentos sociais, diretórios partidários e aliados políticos.

Entre as mobilizações previstas estavam eventos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Salvador, com a participação de artistas como Emicida, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Daniela Mercury.

As manifestações com artistas foram questionadas na Justiça Eleitoral por adversários políticos, que alegaram possível realização de “showmícios”, prática vedada pela legislação eleitoral. Na quinta-feira (15), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou o pedido que buscava impedir um dos eventos e encaminhou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral para eventuais providências.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as duas campanhas intensificam as mobilizações e buscam ampliar o apoio dos eleitores na reta final da disputa presidencial.

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