O senador Flávio Bolsonaro voltou ao centro de uma nova controvérsia política após levantamento mostrar que ele não assinou três dos cinco requerimentos de criação de Comissão Parlamentar de Inquérito voltados a investigar o Banco Master disponíveis no Senado.
A informação contradiz uma declaração recente do próprio parlamentar, que afirmou ter apoiado todos os pedidos de CPI relacionados ao banco.
“Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder”, declarou Flávio Bolsonaro ao responder críticas de adversários políticos.
CPIs sem assinatura
Segundo as informações divulgadas, o senador deixou de apoiar requerimentos apresentados inclusive por aliados, como o pedido do senador Eduardo Girão, do Novo.
Flávio também não assinou iniciativas apresentadas por parlamentares governistas, entre elas propostas do senador Rogério Carvalho e uma comissão parlamentar mista defendida pelas deputadas Heloísa Helena e Fernanda Melchionna.
Por outro lado, o senador assinou os requerimentos apresentados pelo deputado Carlos Jordy e pelo senador Carlos Viana.
Crise política
O episódio aumenta a pressão sobre Flávio Bolsonaro em um momento delicado de sua pré-campanha presidencial pelo Partido Liberal.
O senador enfrenta desgaste após a divulgação de mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro. Segundo reportagem do Intercept Brasil, Flávio teria pedido apoio financeiro para o filme Dark Horse, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Após a repercussão do caso, o senador passou a defender a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master.
Disputa no Congresso
Atualmente, existem seis pedidos de investigação relacionados ao Banco Master no Congresso Nacional, divididos entre oposição e governistas.
Além das propostas já apresentadas no Senado, há ainda um requerimento protocolado pelo deputado Rodrigo Rollemberg para investigar a relação do banco com o Banco de Brasília.
Apesar da pressão política, os pedidos seguem travados por causa da resistência dos presidentes da Câmara e do Senado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, ainda não deram andamento às propostas.





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