Flávio Bolsonaro é aconselhado a se afastar de Cláudio Castro, que se tornou ‘tóxico’ após operação da PF

Aliados jurídicos do senador temem desgaste político na pré-campanha presidencial após investigação atingir ex-governador do Rio

O senador Flávio Bolsonaro passou a receber orientações reservadas de auxiliares jurídicos e aliados políticos para se distanciar do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro após a operação da Polícia Federal que teve o aliado do PL como alvo na última sexta-feira (15). A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Segundo interlocutores próximos ao núcleo político do senador, a recomendação é clara: evitar agendas públicas, aparições conjuntas e qualquer movimento que possa associar diretamente a imagem de Flávio à crise enfrentada por Castro.

O receio dentro do entorno bolsonarista é que o avanço das investigações contra o ex-governador acabe ampliando o desgaste político já enfrentado pelo senador após o vazamento de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nos bastidores, aliados avaliam que uma aproximação pública neste momento poderia contaminar ainda mais a pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro para 2026.

Operação da PF elevou tensão no PL

Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão em operação autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A investigação apura suspeitas relacionadas a possíveis fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

A ofensiva da Polícia Federal provocou forte repercussão dentro do PL fluminense e aumentou a preocupação entre dirigentes do partido sobre os impactos eleitorais da crise.

Embora Castro continue sendo tratado formalmente como pré-candidato do partido ao Senado no Rio de Janeiro, integrantes da legenda admitem reservadamente que a situação jurídica do ex-governador passou a ser vista como um fator de risco político para a direita no estado.

O temor é que os desdobramentos da investigação acabem atingindo não apenas a disputa ao Senado, mas também contaminem o ambiente da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Castro virou “tóxico”

Nos bastidores do PL do Rio, lideranças partidárias passaram a classificar Cláudio Castro como uma figura “tóxica” para candidaturas apoiadas pelo bolsonarismo no estado.

A avaliação interna é que o impacto da operação da PF enfraqueceu a capacidade do ex-governador de agregar eleitoralmente e aumentou o desgaste sobre nomes ligados ao grupo político.

Com base nesse cenário, dirigentes do partido intensificaram discussões sobre uma possível substituição de Castro na disputa pelo Senado.

Apesar das conversas avançarem internamente, caciques do PL reconhecem que a decisão final dependerá diretamente de Flávio Bolsonaro, principal liderança da legenda no Rio de Janeiro.

Alternativas começam a ser discutidas

Entre os nomes cotados para substituir Cláudio Castro na corrida ao Senado estão figuras de peso do PL fluminense.

Um dos mais citados é o deputado Sóstenes Cavalcante, atual líder do partido na Câmara dos Deputados e um dos principais aliados da família Bolsonaro no Congresso.

Também aparecem nas discussões os deputados federais Altineu Côrtes e Carlos Jordy, ambos ligados à ala bolsonarista do partido.

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