O Flamengo anunciou a aposentadoria definitiva da camisa 14 do basquete em homenagem aOscar Schmidt, maior nome da modalidade no país. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Diretor do clube após a morte do ex-jogador, aos 68 anos, na sexta-feira.
Como parte das homenagens, o uruguaio Giorgian de Arrascaeta entrará em campo com o número 14 no domingo, no Maracanã, no duelo contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro. O gesto simboliza a reverência do clube a um de seus maiores ídolos.
Homenagem definitiva
Em nota, o Flamengo destacou a relevância de Oscar para o esporte. “Sua história ajudou a moldar o basquete como conhecemos hoje e seguirá como referência eterna de excelência, talento e paixão”, afirmou o clube.
O ex-ala defendeu o rubro-negro entre 1999 e 2003, período em que conquistou dois Campeonatos Cariocas. Foi também na Gávea que encerrou a carreira, consolidando uma relação que o transformou em torcedor declarado do clube.
Episódio que gerou mágoa
A aposentadoria da camisa 14, porém, não é inédita. Em 2003, ao se despedir das quadras, Oscar recebeu a promessa de que o número não voltaria a ser utilizado. A decisão, no entanto, não foi oficializada no estatuto, e anos depois outros atletas passaram a vestir o uniforme.
Em entrevista ao O Globo, em 2019, o ex-jogador revelou incômodo com a situação. “Sempre que ela ressurge, isso me entristece”, disse, ressaltando que, em outros clubes, a aposentadoria foi respeitada.
Apesar da frustração, Oscar manteve sua ligação afetiva com o Flamengo. Ele chegou a afirmar que passou a torcer pelo clube após sua experiência no basquete, encantado com a força da torcida.
Legado eterno
Com a decisão atual, o Flamengo formaliza uma homenagem definitiva e corrige um episódio que marcou a trajetória do ídolo no clube. A camisa 14 passa a simbolizar, de forma permanente, o legado do “Mão Santa” no esporte brasileiro.






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