O Flamengo solicitou à Prefeitura do Rio de Janeiro, na última quinta-feira, um novo prazo de 90 dias para a assinatura do termo final de aquisição do terreno onde pretende erguer seu estádio próprio, na área do antigo Gasômetro, na zona portuária da cidade. A informação é da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Este é o segundo adiamento requerido pela atual administração do clube, liderada por Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Inicialmente, a formalização do acordo estava prevista para janeiro deste ano, mas já havia sido postergada por três meses. À época, recém-empossado na presidência rubro-negra, Bap justificou a decisão afirmando que encomendaria uma reavaliação técnica da viabilidade do projeto concebido por seu antecessor, Rodolfo Landim.
Desde então, o futuro da construção do estádio, planejado para abrigar até 78 mil torcedores, tem gerado incertezas. Internamente, é amplamente conhecido que Bap é crítico do projeto, sobretudo em razão do alto custo estimado, que gira em torno de R$ 3 bilhões. Apesar disso, a diretoria atual evita manifestar publicamente oposição à ideia e limita-se a comunicar que a previsão de inauguração foi prorrogada de 2029 para 2031.
O impasse sobre o estádio ocorre em um momento em que a torcida e parte da diretoria pressionam por avanços concretos no projeto, apontado como uma das principais promessas da gestão passada. Enquanto isso, o Flamengo segue dependendo do Maracanã — onde divide a administração com o Fluminense — para seus jogos como mandante.
A Prefeitura do Rio ainda não se pronunciou oficialmente sobre o novo pedido de adiamento, mas interlocutores próximos ao Executivo municipal indicam que há disposição para atender ao prazo extra, ainda que com crescente preocupação sobre a falta de definições.





