Procon-RJ encontra melhorias, mas persiste falta de medicamentos no centro oncológico Cuidar Bem

Após decisão judicial que obrigou a Unimed Ferj a restabelecer os atendimentos, pacientes relatam longas esperas e ausência de remédios essenciais como o Keytruda.

Agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do Procon-RJ voltaram nesta sexta-feira (05) ao centro oncológico Espaço Cuidar Bem, em Botafogo, para verificar o cumprimento da liminar que determinou à Unimed Ferj o restabelecimento integral dos serviços aos pacientes oncológicos.

Durante a fiscalização, a equipe constatou avanços em relação à vistoria anterior. O tempo de espera para triagem caiu para cerca de 30 a 35 minutos e, no momento da visita, estavam em andamento consultas médicas e sessões de terapia oncológica.

Apesar das melhorias, persistem problemas graves. Pacientes ainda aguardam entre 1 hora e 1h30 para serem atendidos e enfrentam a falta de medicamentos essenciais, como o Keytruda, que não tem sido entregue regularmente. Na ausência do remédio, a clínica recorre à compra manipulada de outro fornecedor, o que mantém os pacientes esperando por horas até a chegada do medicamento.

A Unimed apresentou aos fiscais notas fiscais de recebimento de remédios nesta semana e publicou em seu site que não descredenciou a Oncoclínicas.

Entenda o caso

Na última segunda-feira (1º), agentes da SEDCON e do Procon-RJ já haviam constatado graves falhas no atendimento, incluindo ausência de medicamentos de quimioterapia, ambiente mal ventilado, espera de mais de quatro horas e falta de canais de comunicação.

Diante das irregularidades, a Justiça deferiu, na terça-feira (2), antecipação de tutela obrigando a Unimed Ferj a retomar os atendimentos em 24 horas, inclusive com fornecimento de medicamentos, sob pena de multa de R$ 1 milhão.

Próximos passos

Segundo o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, as fiscalizações continuarão até que o cumprimento integral da decisão judicial seja garantido.

“É um alívio verificar que os pacientes voltaram a ser atendidos, mas os problemas ainda não foram superados. A longa espera e a falta de medicamentos são falhas graves. Vamos anexar os relatos coletados ao processo para análise da multa e cobrar soluções definitivas da Unimed”, afirmou.

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