Uma investigação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Receita Federal colocou o nome de Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, no centro de uma polêmica. Ele aparece em processos como advogado da Terra Nova Trading, empresa suspeita de ligação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e alvo da Operação Carbono Oculto.
Segundo reportagem do site Metrópoles, as apurações, a empresa teria sido usada em um esquema bilionário para gerar créditos tributários falsos, manipular preços de combustíveis e lavar dinheiro do crime organizado. A Polícia Federal aponta que a Terra Nova Trading foi instrumentalizada por Mohamad Hussein Mourad, acusado de ser o “epicentro das operações” fraudulentas.
Atuação nos tribunais e investigações em andamento
Registros mostram que Enrique de Abreu Lewandowski aparece como advogado da Terra Nova em processos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A atuação do advogado é na área tributária e cível, e não em causas criminais, segundo sua própria defesa.
Um dos casos mais relevantes ocorreu em 2019 no TRF-1, em ação tributária que ainda lista o filho do ministro como advogado ativo. Outro processo de 2021, no TJ-SP, também traz Enrique vinculado à empresa.
Nota de defesa e repercussão
Em nota, a assessoria de Enrique Lewandowski afirmou que ele não tem envolvimento em causas criminais da Terra Nova e que sua atuação para a companhia começou em 2018, restrita a processos tributários e cíveis. A defesa repudiou qualquer tentativa de criminalizar a atividade advocatícia e reforçou o compromisso com a ética profissional.
Até a última atualização da reportagem do Metrópoles, nem a Terra Nova Trading nem o ministro Ricardo Lewandowski haviam se manifestado publicamente sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamentos.






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