O empobrecimento da população e uma queda brusca na renda do brasileiro são as razões apontadas para explicar o aumento da da fila para receber o Auxílio Brasil, que chegou a 1,5 milhão de famílias em julho e dobrou de tamanho em apenas dois meses.
“Essa fila, no país e nas capitais, é resultado desse empobrecimento da população nos últimos dois anos. E também da oferta de um auxílio mais generoso, que chega a R$ 600”, disse o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, ao jornal O Globo.
Dados do Mapa da Nova Pobreza, elaborados pela FGV, apontam que no ano passado 62,9 milhões de brasileiros – 29,6% da população – possuíam renda domiciliar per capita de até R$ 497 mensais. São 9,6 milhões de pessoas a mais que o registrado em 2019, primeiro ano de mandato de Jair Bolsonaro (PL).
Para Neri, o Auxílio Brasil “não foi bem formulado. Não está focando os mais pobres. Por exemplo, não dá mais recursos para famílias maiores e isso poderia ser feito usando a informação do Cadastro Único. As famílias menores têm renda per capita mais alta”, ressalta.
A fila de espera do Auxílio Brasil tem aumentado nos últimos meses em ritmo mais acelerado do que em anos anteriores. Desde abril, 350 mil famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza têm o cadastro aprovado por mês e aguardam para entrar no programa.






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