Uma operação digna de filme marcou a manhã desta sexta-feira (18) no Rio de Janeiro. Um helicóptero da Secretaria Estadual de Saúde precisou pousar de emergência na movimentada Avenida Brasil para resgatar um fígado e dois rins presos em um engarrafamento. O destino era o Hospital São Lucas, em Copacabana, onde um paciente de 60 anos aguardava, já na mesa de cirurgia, por um transplante vital.
A mobilização teve início às 7h05, quando o helicóptero sobrevoou a cidade para interceptar o carro com os órgãos que ficou parado no trânsito. Às 7h13, a aeronave pousou na pista central da Avenida Brasil, onde o trânsito foi interrompido para garantir a segurança. Em menos de dois minutos, os órgãos foram transferidos para o helicóptero, que decolou rumo ao heliponto da Lagoa, na Zona Sul da cidade.
Os órgãos eram de uma mulher de 49 anos que morreu no Hospital Municipal Pedro II, na Zona Oeste. O piloto da operação foi Adalberto Neiva, com 23 anos de experiência. “Pousar na Avenida Brasil não é uma operação fácil. Mas cada segundo conta quando se trata da vida de alguém”, afirmou. Segundo ele, só em 2025, já foram transportados 116 órgãos pela mesma aeronave.

O fígado chegou ao Hospital São Lucas cerca de 10 minutos após o pouso, e a cirurgia foi imediatamente iniciada. O transplante durou três horas e foi bem-sucedido. Segundo o cirurgião Eduardo Fernandes, o paciente já era conhecido da equipe médica: “Transplantamos esse mesmo paciente exatamente 18 anos atrás, no dia 18 de julho de 2007. Hoje, ele recebeu seu segundo fígado, na mesma data.”
Os dois rins ainda passarão por análise de compatibilidade e beneficiarão outros dois pacientes nas próximas horas. Segundo a Secretaria de Saúde do RJ, só em 2024 já foram realizados mais de 1.500 transplantes de órgãos e córneas no estado.
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