Felipe Nunes analisa pesquisa e diz que aumentou o número de eleitores que vão votar em Lula para tirar Bolsonaro

Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa, analisa o resultado divulgado hoje para o 2º turno das eleições. Para ele, o resultado mostra estabilidade nas intenções de voto: Lula tem 48% e Bolsonaro 42%. Em votos válidos, isso corresponde a 53% (51% a 55%) versus 47% (45% a 49%). Este campo foi feito quase inteiramente no pós-Bob…

Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa, analisa o resultado divulgado hoje para o 2º turno das eleições.

Para ele, o resultado mostra estabilidade nas intenções de voto: Lula tem 48% e Bolsonaro 42%. Em votos válidos, isso corresponde a 53% (51% a 55%) versus 47% (45% a 49%). Este campo foi feito quase inteiramente no pós-Bob Jefferson.

Para o diretor, a abstenção continua sendo importante e pode reduzir a vantagem de Lula. Quando usamos o modelo de likely voter desenvolvido pela Quest Pesquisa, Lula aparece com 52.1% dos votos válidos e Bolsonaro com 47.9%. Pela primeira vez, as estimativas se encontram na margem de erro.

Para Felipe, a abstenção explica a diferença entre o resultado dos dois candidatos. Em votos totais, Lula oscila positivamente na última semana; mas entre likely voters, Lula oscila negativamente. Ou seja, o eleitor que diz que vai votar em Lula no Nordeste e no Sudeste tem alta propensão de não ir votar.

Entre os dados qualitativos, muita estabilidade – com condições desfavoráveis ao incumbente. Oscilou na margem de erro a estimativa de quem merece uma segunda chance como presidente: Lula merece uma segunda oportunidade para 53% (=) e Bolsonaro para 47% (-2).

Também oscilou na margem de erro o medo do eleitor: 45% (+2) tem medo da continuidade do governo Bolsonaro e 42% (-1) tem medo da volta do PT para o governo.

A avaliação do governo também ficou dentro da margem: 35% (-1) avaliam o governo como ótimo ou bom, 23% (=) como regular e 40% (+1) como ruim ou péssimo.

A rejeição aos candidatos apresentou uma mudança significativa no atual contexto. A rejeição ao presidente aumentou (passou de 46% para 49%), enquanto a rejeição de Lula ficou estável, nos 43%.

No campo econômico, as percepções também não mudaram significativamente: 43% (+2) avaliando que a economia piorou no último ano, 20% (-4) que ficou do mesmo jeito e 35% (+2) que melhorou. Difícil qualquer mudança nessa percepção nos próximos 4 dias.

A mudança mais importante para Bolsonaro apareceu na expectativa de vitória. Na última semana, caiu de 53% para 49% os eleitores que acreditam na vitória do Lula e subiu de 32% para 36% quem acredita na vitória de Bolsonaro. O clima de opinião melhorou para o presidente.

Outra mudança interessante deste rodada foi a motivação do voto em Lula. Aumentou quem vota em Lula para tirar Bolsonaro (passou de 41% para 46%). A proporção passou a ser igual ao do eleitor de Bolsonaro que vota pra não deixar Lula voltar desde o começo do 2º turno (46%).

Faltam apenas 4 dias para o fim do segundo turno… mas ainda tem água pra passar debaixo da ponte: ataques, denúncias e calúnias que (provavelmente) serão anunciadas; sem falar no debate da Globo na sexta, que geralmente tem impacto eleitoral, finalizou.

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