CEO da Quaest, o professor Felipe Nunes analisou pelo Twitter a última pesquisa do instituto, divulgada hoje e que mostra o Lula (PT) com 53% dos votos válidos e Bolsonaro com 47%.
“Embora Lula esteja à frente de Bolsonaro em intenções de voto, nos indicadores de sentimento, imagem e avaliação, Bolsonaro começa a se mostrar muito competitivo”, afirma o especialista.
Segundo ele, “todas as variações apontadas aqui são oscilações dentro da margem de erro, mas há padrões que ficam mais claros. Por exemplo, Bolsonaro começa a aparecer com vantagem fora da margem de erro no Sudeste. No Sul, ele leva boa vantagem, mas perde por 40 pontos no Nordeste.
Ele informa que “entre os homens, os dois candidatos empatam, e entre as mulheres, a vantagem de Lula é de 9 pontos, mas já foi 14.”
“A polarização social se cristaliza neste 2º turno. Lula tem vantagem de 20 pontos entre quem tem renda mais baixa, enquanto Bolsonaro tem vantagem de 9 pontos entre quem tem renda mais alta. Eles empatam na renda familiar média”, afirma.
Em seguida, Felipe Nunes afirma que, “embora Lula esteja à frente de Bolsonaro em intenções de voto, nos indicadores de sentimento, imagem e avaliação, Bolsonaro começa a se mostrar muito competitivo”.
“Por exemplo, 52% acham que Lula merece uma segunda chance; 49% acham que Bolsonaro merece uma segunda chance. Diferença de apenas 3 pontos.”
Felipe acrescenta:
“Quando o assunto é medo, temos pela primeira vez na série histórica, um empate entre quem tem medo da continuidade do Bolsonaro e quem tem medo da volta do PT ao governo. Esse empate numérico mostra a força do movimento de retomada da agenda anti-petista nos últimos dias.”
“Vejam a clara diferença de motivação de voto entre eleitores dos dois candidatos. O que mobiliza um grupo não é o que mobiliza o outro. Entre eleitores do Lula, 41% votam para tirar Bolsonaro do governo. Entre eleitores do Bolsonaro, 48% votam para não deixar o PT voltar.”
E Felipe diz ainda:
“A aceitação do presidente também melhorou. É a primeira vez que vemos as rejeições de Bolsonaro e Lula se encontrando na margem de erro: 46% rejeitam Bolsonaro e 43% rejeitam Lula.”
“A avaliação positiva de Bolsonaro chegou a 36%, contra 39% de avaliação negativa. Desde o começo do segundo turno, os percentuais de positivo e negativo estão muito próximos, diferentemente do que aconteceu ao longo dos últimos 2 anos”, completa.
O diretor do Quaest lembra:
“Para termos uma referência comparativa, FHC foi reeleito no primeiro turno, tinha uma avaliação negativa de 17%; Lula e Dilma venceram no segundo turno, tinham 15% e 23% de avaliação negativa. Bolsonaro continua sendo quem tem a maior rejeição.”
E conclui:
“Nas próximas duas pesquisas, temos que acompanhar o indicador que mede o clima da opinião pública. Lula é favorito para vencer a eleição. Ou seja, a expectativa pública é de uma vitória dele. Uma mudança neste indicador, vai significar uma virada a vista.”





