Uma suposta operação do FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos) envolvendo dirigentes da Associação do Futebol Argentino (AFA) provocou repercussão nesta quarta-feira (22). De acordo com veículos da imprensa argentina, celulares do presidente da entidade, Claudio “Chiqui” Tapia, e de outros integrantes da cúpula teriam sido confiscados em Nova York antes do retorno da delegação argentina para Buenos Aires, após a disputa da Copa do Mundo.
A AFA, no entanto, divulgou uma nota oficial negando a informação e afirmou que o presidente da entidade não teve qualquer aparelho apreendido.
Imprensa argentina relata investigação
Segundo os portais Infobae, AS e Clarín, além de Chiqui Tapia, o tesoureiro da AFA, Pablo Toviggino, e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni também teriam sido alvo da ação.
As publicações afirmam que Tapia e Toviggino são investigados por supostos crimes de fraude e peculato. Ainda de acordo com os veículos, os dirigentes deveriam comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida no próximo dia 30 de julho, em um processo relacionado ao suposto desvio de cerca de US$ 300 milhões por meio de empresas de fachada.
Uma das empresas citadas nas reportagens é a TourProdEnter, sediada na Flórida, apontada como peça central do suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos de patrocínio.
AFA contesta informações
Em comunicado divulgado após a repercussão do caso, a Associação do Futebol Argentino negou que tenha ocorrido a apreensão de celulares.
A entidade classificou como “absolutamente falsa” a informação de que Chiqui Tapia teve seu telefone confiscado durante uma operação do FBI.
A nota também afirma que nem Tapia nem Pablo Toviggino foram intimados a comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida. Segundo a AFA, a intimação mencionada nas reportagens teria sido direcionada a uma terceira pessoa, e não aos dirigentes da entidade.






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