Famílias de mortos na chacina do Jacarezinho em 2021, a mais letal da história do Rio, processam o Estado

Desde segunda-feira, o Estado do Rio de Janeiro passou a ser processado pelas famílias de sete vítimas durante a operação policial mais letal da história do Rio, com 28 mortos, ocorrida em 6 de maio de 2021, na favela do Jacarezinho. As informações são da coluna do jornalista Ancelmo Goes, no GLOBO. São mães, viúvas,…

Desde segunda-feira, o Estado do Rio de Janeiro passou a ser processado pelas famílias de sete vítimas durante a operação policial mais letal da história do Rio, com 28 mortos, ocorrida em 6 de maio de 2021, na favela do Jacarezinho. As informações são da coluna do jornalista Ancelmo Goes, no GLOBO.

São mães, viúvas, ex-companheiras, irmãs e irmãos, tios e tias, e filhos, muitos deles menores de idade, que pedem a reparação pelos danos causados. Somadas, as causas estão avaliadas em mais de R$ 18 milhões.

As ações citam o desrespeito aos direitos humanos durante a operação policial, detalhes das mortes com indícios de execução por parte dos agentes do Estado, o desrespeito ao tratamento dado aos corpos e a criminalização dos mortos durante as investigações.

“Não bastasse a execução extrajudicial promovida pelos policiais no curso da operação, os mesmos agentes públicos retiraram o corpo do local, não para prestar socorro – porque X foi levado ao hospital em um caveirão onde estavam tantos outros corpos amontoados e que foram lançados no veículo –, mas sim para impedir a adequada investigação da execução extrajudicial ali promovida”, cita uma das petições iniciais.

Os mortos cujas famílias buscam reparações tinham entre 21 e 38 anos. Entre os pedidos, estão os pagamentos de pensões, de danos morais estipulados para cada beneficiário, de reembolso ou pagamento de acompanhamento psicológico, e do reembolso de gastos funerários.

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