Os familiares do jovem congolês de 25 anos, espancado até a morte no Rio de Janeiro na última semana, exigem uma apuração rigorosa da morte do trabalhador.
Moïse Kabamgabe nasceu no Congo, na África, e trabalhava por diárias em um quiosque próximo ao posto 8 da praia da Barra, na zona oeste da capital. O jovem e sua família vieram para o Brasil em 2014, como refugiados políticos.
– Uma pessoa de outro país que veio ao seu país para ser acolhido. E vocês vão matá-lo por que ele pediu o salário dele? Porque ele disse: ‘Estão me devendo?’ – questionou Chadrac Kembilu, primo de Moïse, ao G1.
De acordo com a família, o jovem congolês estava com dois dias de pagamento atrasado e, quando foi cobrar, apanhou de cinco homens.
– Meu filho cresceu aqui, estudou aqui. Todos os amigos dele são brasileiros. Mas hoje é uma vergonha. Morreu no Brasil. Quero justiça – afirmou Ivana Lay, mãe de Moïse.
Segundo testemunhas, o jovem foi agredido por, pelo menos, 15 minutos. Pedaços de madeira e um taco de beisebol foram usados contra ele. O corpo de Moïse foi encontrado em uma escada, amarrado e já sem vida.
Os parentes do congolês só souberam da morte quase 12h depois do crime, já na terça-feira (25/1). O jovem foi enterrado nesse domingo, no Cemitério de Irajá, na zona norte da cidade.
Até o momento, oito pessoas já foram ouvidas por investigadores da polícia, das quais, segundo a família, cinco estavam envolvidas no assassinato de Moïse. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Ao G1, o representante da Embaixada do Congo, Placide Ikuba, afirmou que “o Brasil é um país receptor dos refugiados, ratificou a convenção de Genebra, junto com todos os protocolos adicionais. Uma das bases é a proteção da vida humana dos refugiados que são recebidos”
O imigrante assassinado:

O quiosque cujos donos são suspeitos do assassinato:







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