Familiares confirmaram nesta terça-feira (10) a morte do paraense Wesley Adriano Silva, que atuava como voluntário integrado às forças ucranianas na guerra contra a Rússia. A confirmação foi feita por meio de uma nota publicada nas redes sociais, na qual a família pede respeito ao luto e o fim de especulações sobre as circunstâncias da morte.
Segundo o comunicado, Wesley viajou à Ucrânia “para realizar um sonho” e era conhecido pelo codinome SGT Índio. Os parentes afirmam que ainda não receberam informações oficiais detalhadas sobre o ocorrido e alertam que a divulgação de notícias falsas poderá resultar em medidas judiciais.
Informações preliminares divulgadas por apoiadores do brasileiro indicam que ele teria morrido após ser atingido por fogo de artilharia na cidade de Kupiansk, no leste da Ucrânia. A família, no entanto, reforça que essas informações não foram oficialmente confirmadas e pede cautela na divulgação de detalhes.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Kiev foi notificada pelas autoridades ucranianas sobre o status de “desaparecido em combate” do paraense. Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro mantém contato com a família e presta assistência consular, sem divulgar informações pessoais.
Ainda de acordo com a nota dos familiares, Wesley Adriano viajou para a Ucrânia em abril do ano passado. “Ele amava o que fazia, amava sua farda e era muito respeitado na sua posição”, diz o comunicado.
Além da manifestação da família, grupos de combatentes e apoiadores que acompanham a atuação de voluntários estrangeiros na Ucrânia também divulgaram mensagens sobre a morte do brasileiro. As publicações geraram grande repercussão nas redes sociais, com diversas homenagens e mensagens de condolências.






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