Falso delegado e segurança de famosos: quem é Bradock, preso no Recreio após dar calote em postos de gasolina

Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves ostentava fotos com Romário, Neymar e Deolane Bezerra nas redes sociais; investigações apontam que ele usava distintivo para fingir ser policial e não pagar combustíveis

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Conhecido nas redes sociais como Bradock, o empresário e ex-candidato a vereador do Rio Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves, preso em flagrante nesta quarta-feira (28) no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, acumulava registros ao lado de nomes do esporte e de celebridades. Dono de uma empresa de segurança particular, ele era contratado para fazer escolta e segurança de eventos de atletas e outras personalidades, incluindo festas do senador e ex-jogador Romário.

Nas redes, onde acumula mais de 130 mil seguidores, Bradock exibia bastidores dos trabalhos com Romário — a quem chamava de “fenômeno” e “ídolo” — e compartilhou registros ao lado de Neymar e de outros atletas.

Ele também aparece em fotos com o ex-deputado estadual TH Joias, preso em setembro de 2025 sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho; com o ex-vereador Gabriel Monteiro, que teve o mandato cassado em 2022 e foi preso preventivamente no mesmo ano após ser acusado de estupro; além da advogada Deolane Bezerra, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O empresário também entrou na política. Em 2024, disputou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade, recebeu 1.219 votos e ficou como suplente. Na ocasião, declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral.

O golpe do falso delegado

Apesar da imagem de empresário ligado a celebridades, Bradock passou a ser investigado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) após aplicar golpes em postos de combustíveis da Zona Oeste.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que um gerente de um posto na Avenida das Américas registrou queixa afirmando que Silvio abasteceu o veículo no local e foi embora sem pagar. Para convencer os frentistas e funcionários, ele usava um distintivo no peito e uma arma na cintura, alegando ser delegado da Polícia Civil que havia esquecido a carteira na delegacia. Como garantia falsa de que retornaria para quitar a dívida, chegou a deixar um celular antigo no estabelecimento.

O inquérito aponta que o esquema foi repetido pelo menos três vezes em postos da região. Após o gerente ficar 18 dias sem receber e descobrir que outros estabelecimentos sofreram o mesmo golpe, o caso foi formalizado na delegacia.

Prisão em flagrante

A partir das denúncias, os policiais identificaram o suspeito e realizaram uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. Silvio foi abordado ao sair do próprio carro, com uma pistola calibre .40 na cintura.

Na casa dele, os agentes apreenderam três carregadores, 35 munições, um distintivo de segurança privada e um coldre. Segundo a Polícia Civil, o empresário tinha autorização para manter a arma em casa ou no trabalho, mas não para circular armado.

Silvio foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e também foi indiciado por furto mediante fraude. Ele seria encaminhado à audiência de custódia.

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