Fachin sobe o tom em recado a Bolsonaro e militares e diz que a Justiça Eleitoral não vai aceitar intimidações

Em claro recado a Bolsonaro e aos militares brasileiros, liderados pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, subiu o tom e afirmou que a Justiça Eleitoral não vai aceitar “intimidações” e que a sociedade demonstrou, nas últimas semanas, que “não tolera o negacionismo eleitoral”. As declarações…

Em claro recado a Bolsonaro e aos militares brasileiros, liderados pelo ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, subiu o tom e afirmou que a Justiça Eleitoral não vai aceitar “intimidações” e que a sociedade demonstrou, nas últimas semanas, que “não tolera o negacionismo eleitoral”.

As declarações do ministro aconteceram nesta terça-feira (26), durante um encontro com representantes do grupo “Prerrogativas”, que reúne advogados e juristas que apoiam a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Eles pediram uma reunião com Fachin para falar sobre o atual momento político. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar as urnas em um encontro com embaixadores. A iniciativa gerou reação de diferentes entidades, com a divulgação de mais 60 notas de apoio à Justiça Eleitoral.

Durante o encontro, Fachin repetiu que o TSE trabalha para realizar eleições seguras e que os eleitos serão diplomados. “O TSE não está só, porquanto a sociedade não tolera o negacionismo eleitoral. O ataque às urnas eletrônicas como pretexto para se brandir cólera não induzirá o país a erro”, afirmou.

O presidente da corte disse ainda que “a Justiça eleitoral não se fascina pelo canto das sereias do autoritarismo, não se abala às ameaças e intimidações”. “Somos juízes, e nosso dever é abrir os nossos ouvidos à Constituição e às suas cláusulas pétreas democráticas.”

Outro ponto abordado por Fachin foi a escalada da violência política nos últimos meses. Na semana passada, o ministro criou um grupo de trabalho para debater ações para enfrentar o problema.

“Preparamos eleições pacíficas. Não toleraremos violência eleitoral, subtipo da violência política. A Justiça Eleitoral não medirá esforços para agir, a fim de coibir a violência como arma política e enfrentar a desinformação como prática do caos”, afirmou Edson Fachin

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