Fábrica de gelo é interditada em Campo Grande por más condições de higiene

Fiscalização descartou 500 kg de gelo armazenados no chão e flagrou uso de água de poço artesanal na produção; local não possuía alvará e apresentava forte odor de amônia

Uma fábrica de gelo foi interditada na tarde desta quinta-feira (18) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, durante uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio). O local apresentava condições precárias de higiene e estrutura, além de forte odor de amônia.

Durante a fiscalização, os agentes descartaram mais de 500 quilos de gelo em cubos e escamas, armazenados em um ambiente considerado insalubre e acondicionados diretamente no chão. Também foi constatado que a água utilizada na produção do gelo era retirada de um poço artesanal.

O estabelecimento foi autuado e interditado por operar sem licenciamento sanitário e pelas irregularidades nas instalações. A fábrica, identificada como Guaragelo e Comércio, fica na Rua Campina Grande, nº 300, lote 15, nas proximidades da Estrada do Mendanha. As equipes ainda apreenderam 230 galões vazios de 20 litros, com o objetivo de evitar o uso dos recipientes para a venda irregular de água como se fosse mineral.

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, afirmou que a fiscalização busca evitar danos à saúde da população. “É inadmissível que um empresário venda gelo, algo que a gente consome diretamente, acondicionado dessa forma”, disse.

A operação contou ainda com o apoio de técnicos da Light, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e de policiais militares e ambientais. Ao todo, mais de 25 agentes participaram da ação.

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