A exoneração do diretor interino de Investimentos do Rioprevidência, Pedro Pinheiro Guerra Leal, publicada nesta quarta-feira (3) no Diário Oficial, abriu uma nova fase de turbulência na gestão do fundo que paga aposentadorias e pensões dos servidores estaduais. A saída ocorre em meio à pressão de órgãos de controle após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontar que Leal participou diretamente do credenciamento do Banco Master, instituição que recebeu R$ 960 milhões em aportes e que hoje está em liquidação extrajudicial.
A decisão do governo atende a uma recomendação do Ministério Público do Rio (MPRJ), que pediu medidas urgentes para proteger o patrimônio previdenciário do estado e esclarecer eventuais responsabilidades na operação. Para o órgão, há indícios de que o processo de análise e aprovação dos investimentos não seguiu o rigor esperado para aplicações desse porte.
Documentos do TCE mostram que, em outubro de 2023, apenas 12 dias após o Banco Master solicitar credenciamento, Leal — então gerente de operações e investimentos — informou internamente que a instituição atendia aos requisitos, anexando documentos e pedindo parecer de conformidade. Na sequência, o presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, autorizou o credenciamento. O primeiro aporte foi realizado em novembro, em um ritmo classificado pelos auditores como “acelerado” e com “aparentes irregularidades”.
O MPRJ também recomendou a abertura de um processo administrativo interno para investigar gestores, consultores e membros de comitês que aprovaram ou mantiveram as aplicações, além do afastamento provisório de todos os envolvidos e da adoção de medidas judiciais para tentar recuperar possíveis prejuízos decorrentes da liquidação do Banco Master.






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