RICARDO BRUNO
O destino político de Anthony Garotinho estão nas mãos do ministro André Mendonça, do STF. Nesta quinta-feira, ele interrompeu julgamento virtual na 2ª turma da Corte, com pedido de vista, de um recurso do Ministério Público contra a anulação das provas da operação Chequinho, decidida monocraticamente pelo ministro Ricardo Lewandowski, em março último.
Último a votar, Mendonça decidirá o julgamento diante do empate, verificado até agora: votaram contra a anulação das provas os ministros Edson Fachin e Nunes Marques e a favor, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
O caso em apreciação na 2ª Turma refere-se ao ex-vereador Thiago Ferrugem, condenado juntamente com Garotinho por crime eleitoral de captação de votos com uso da máquina pública no âmbito da operação Chequinho. Se as provas forem invalidadas, a condenação, baseada nestes documentos, será automaticamente anulada. Se confirmadas, a higidez jurídica processual estará preservada, com a manutenção da sentença.
A estratégia de Garotinho para recuperar a elegibilidade e se candidatar ao Governo do Rio pelo União Brasil era pedir a extensão da decisão que beneficiou Thiago Ferrugem ao seu caso, pois ambos foram condenados com base nas mesmas provas. Se André Mendonça decidir pela validação das provas, dificilmente haverá chance de o ex-governador reverter o caso. Se corroborar a posição inicial de Lewandowski, abrirá caminho para Garotinho anular a condenação e recuperar a elegibilidade.






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