A ex-síndica Priscilla de Oliveira foi condenada a 18 anos de prisão em regime fechado por mandar matar o vizinho Carlos Eduardo Monttechiari, em 2019. A decisão foi da juíza Elizabeth Louro, que considerou que Priscilla, que era síndica de um condomínio na Barra da Tijucal, foi a mentora e premeditou o crime. O assassinato teria sido executado pelo então supervisor do condomínio Leonardo Lima. Ele chegou a confessar ser o autor dos disparos, mas depois disse que teria confessado o crime sob coação. Leonardo foi condenado a 15 anos de prisão.
Durante o julgamento, uma moradora disse que o vizinho morto porque teria descoberto uma série de fraudes em notas fiscais do condomínio. De acordo com o relato, os desvios de Priscila chegaram ao valor de R$ 4 milhões. De acordo com uma das testemunhas, a vítima tinha um arquivo com várias provas contra a síndica. O material seria apresentado na assembleia do condomínio, marcada para o dia 5 de fevereiro de 2021. Carlos Eduardo foi morto quarto dias antes da reunião.
O depoimento da moradora fez parte da primeira fase do julgamento, quando testemunhas de acusação são questionadas pelo juiz, os advogados de defesa e promotores do Ministério Público.
O atual síndico do condomínio da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, também confirmou a informação sobre as fraudes nas notas fiscais do condomínio durante a gestão de Priscilla.
Priscilla de Oliveira e Leonardo Lima estão presos desde março de 2021. Eles teriam tramado a morte do empresário Carlos Eduardo Monttechiari. Isso teria ocorrido depois que Monttechiari acusou Priscilla de desviar dinheiro do London Green Park.
Uma câmera de segurança registrou o crime, ocorrido na manhã do dia 1º de fevereiro de 2021. A princípio, a polícia tratava o caso como um latrocínio – roubo seguido de morte. Contudo, cartas e mensagens mostraram a ligação da síndica suspeita de mandar matar vizinho com o atirador.
A 27ª DP (Vicente de Carvalho) concluiu que Carlos Eduardo, que já tinha sido síndico do condomínio e era opositor de Priscilla, tinha marcado para 5 de fevereiro uma assembleia a fim de apresentar um dossiê com provas contra a gestora.
Quatro dias antes da reunião, porém, o empresário foi baleado. Ele estava dentro do carro, na frente do terreno que alugava, na Vila Kosmos, na Zona Norte, quando um homem o abordou e atirou.
Atingido no tórax e no abdômen, Carlos chegou a ser hospitalizado, mas morreu no dia seguinte.
A polícia afirma que o autor dos disparos é Leonardo Lima, supervisor contratado do London Green Park, casado e amante de Priscilla.
Nas imagens do crime, os investigadores perceberam que o carro de onde o assassino desceu tinha um amassado na lataria. Após rastreá-lo, descobriram que o automóvel estava no nome da mulher de Leonardo. Testemunhas disseram que Leonardo tentou modificar o veículo: colocou rodas novas e tirou adesivos. Mas o amassado na lateral permanecia.
Ao receber voz de prisão, Leonardo tentou fugir, mas acabou capturado na Avenida das Américas. Ele estava com o mesmo carro usado no dia do crime.
Com informações do g1





