A divulgação de um vídeo pela Polícia Civil nesta quinta-feira (19) trouxe novos detalhes sobre o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas. As imagens mostram o momento em que a vítima é surpreendida no subsolo do prédio pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o crime após ser preso.
O material foi recuperado do celular da própria corretora e mostra quando ela deixa o elevador e segue em direção aos quadros de energia do condomínio. Daiane havia descido ao local após um dos apartamentos apresentar falta de luz. A partir daquele instante, ela desapareceu e só foi encontrada morta mais de 40 dias depois, em uma área de mata na região.
Vídeo indica premeditação do ataque
Segundo o delegado João Paulo Mendes, o síndico já aguardava a vítima no subsolo, usando luvas e com a caminhonete posicionada estrategicamente próxima ao local do ataque. Para a polícia, esses elementos indicam que o crime foi planejado.
A investigação também apontou que os disparos não ocorreram dentro do prédio. De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, a perícia mostrou que tiros no subsolo seriam facilmente ouvidos na recepção, o que reforça a hipótese de que Daiane foi levada para outro local antes de ser executada.
Perícia confirma execução com tiros na cabeça
Conforme o superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos, a vítima foi morta com dois tiros na cabeça, efetuados com uma pistola calibre .380 semiautomática. Um dos projéteis ficou alojado no crânio e o outro saiu pelo olho esquerdo da corretora.
Natural de Uberlândia, Daiane morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos, onde administrava imóveis da família. Na noite do crime, ela havia enviado a uma amiga um vídeo descendo no elevador — o último contato antes do desaparecimento.
Investigação levou à prisão do síndico
Cléber Rosa de Oliveira e o filho, Maicon Douglas de Oliveira, foram presos no dia 28 de janeiro no próprio condomínio. O síndico confessou o assassinato e indicou o local onde o corpo havia sido deixado, a cerca de 15 quilômetros da cidade.
O filho chegou a ser detido por suspeita de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou sua participação direta no homicídio e informou que ele será liberado.
Celular escondido foi peça-chave do caso
Durante as buscas, investigadores localizaram o celular da vítima escondido em uma tubulação de esgoto do prédio. A recuperação do aparelho permitiu a extração do vídeo do subsolo e ajudou a esclarecer a dinâmica do crime.
Além do telefone, a polícia realizou perícias no subsolo do condomínio, no veículo do síndico e na área onde o carro da corretora foi abandonado. O conjunto de provas reforçou a versão apresentada pelo suspeito e consolidou a linha investigativa.






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