Uma disputa pelo controle da empresa do leiloeiro Rogério Menezes Nunes terminou com a prisão da ex-mulher dele, Elaine Lourenço Menezes Nunes, e de cinco policiais militares. Segundo a polícia, ela chegou ao estabelecimento, na Avenida Brasil, em Santa Cruz, acompanhada de homens armados e tentou assumir o negócio à força.
O caso foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo RJ2. Rogério morreu em 22 de outubro, e o episódio ocorre em meio a conflitos e disputas judiciais envolvendo Elaine e Juliana de Andrade Souza, que afirma ter sido companheira do empresário durante um ano e meio, até a morte dele.
Elaine foi presa pelos crimes de invasão de propriedade, dano qualificado e roubo de celular, conforme as informações divulgadas. A investigação aponta que policiais militares à paisana estavam entre os integrantes do grupo.
Câmeras registraram a entrada
As gravações de segurança mostram Elaine chegando à empresa com um grupo de homens por volta das 14h30. A advogada dela também estava no local.
Nas imagens, um homem revista o porteiro, enquanto outro pega as chaves da portaria. Em outro trecho, funcionários são revistados por um integrante armado do grupo. Elaine aparece circulando pelas instalações e mandando um trabalhador abrir uma porta.
Segundo testemunhas, Edgar e Matheus Garrido Nunes, filhos do leiloeiro, contestaram a ordem apresentada por Elaine e acionaram a polícia. Parte dos homens já havia deixado o endereço quando os agentes chegaram.
Funcionários relataram ameaças, danos a equipamentos do circuito de câmeras e uma tentativa de retirada de documentos. Uma trabalhadora afirmou à polícia que foi agredida e teve o celular roubado.

Disputa já tinha registro policial
Em entrevista ao RJ2, Juliana disse ter sido avisada pelos funcionários de que Elaine havia entrado na empresa acompanhada de aproximadamente dez homens armados. Segundo seu relato, o porteiro foi rendido e obrigado a abrir o portão de acesso de veículos.
Juliana já havia procurado a polícia em julho, quando registrou uma ocorrência relatando ameaças e intimidações atribuídas a Elaine.
Além das prisões, a reportagem informou que quatro policiais militares e outros dois homens foram indiciados por tentativa de ocupação ilegal da empresa. Os demais integrantes que aparecem nas imagens também são investigados.
A Delegacia de Polícia Judiciária Militar instaurou um procedimento para analisar o caso. O RJ2 informou que não conseguiu contato com a defesa de Elaine Lourenço Menezes Nunes.







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