Na madrugada desta quinta-feira, 3 de julho de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Pedro Paulo Barros Pereira Júnior a uma pena de 40 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de sua ex-mulher, a corretora de imóveis Karina Garofalo. A sentença foi proferida após um julgamento que durou 15 horas e foi presidido pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza.
Karina Garofalo, de 44 anos, foi executada a tiros em agosto de 2018, em frente a um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela estava acompanhada de seu filho de 11 anos no momento do ataque. O fato de o crime ter sido cometido na presença do menor foi um agravante importante para a condenação, levando à sentença de 40 anos.
A motivação do crime, segundo o julgamento, envolveu um “motivo torpe”, com um uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Karina foi atingida pelas costas, de surpresa, enquanto caminhava com seu filho, em um local onde jamais imaginaria ser atacada. A sentença ainda destacou que o homicídio foi praticado por razões de violência doméstica e familiar, dado o contexto de disputas judiciais envolvendo a divisão de bens do casal e a guarda do filho.
O crime foi cuidadosamente planejado por Pedro Paulo, que agiu com vingança, utilizando seu filho para monitorar os passos da vítima. As testemunhas relataram que as constantes ligações feitas por Pedro Paulo ao primo, Paulo Maurício Barros Pereira, facilitaram o sucesso do ataque. Paulo Maurício foi apontado como o executor do crime, utilizando a arma de fogo que matou Karina.
Além disso, o julgamento apontou que o réu agiu com um desprezo total pela vida humana, abandonando o corpo de Karina em plena luz do dia, na calçada perto de sua casa, como se fosse um objeto descartável. O juiz afirmou que o crime refletiu uma audácia incomum, demonstrando um desrespeito absoluto pela vítima e por seu sofrimento.
O réu, Pedro Paulo Barros Pereira Júnior, não agiu sozinho. O primo Paulo Maurício, condenado por envolvimento no homicídio, já está aguardando julgamento, assim como o ex-sogro da vítima, também acusado de ser um dos mandantes do crime. A sentença enfatizou ainda o grau de premeditação, detalhando que Pedro Paulo refletiu por um longo período sobre como cometer o crime, planejando com meticulosidade os detalhes da execução e os álibis para não ser identificado.
Esse caso trouxe à tona as trágicas consequências da violência doméstica e dos conflitos familiares que ultrapassam o limite do razoável, resultando em uma execução fria e calculada. Karina Garofalo, que foi assassinada na frente de seu filho, agora se torna mais uma vítima no triste quadro de feminicídios, onde o agressor, muitas vezes, usa de um poder de controle para perpetrar crimes impensáveis.





