Empresário é condenado a 40 anos de prisão pelo homicídio de grafiteiro, em 2012, em Macaé

Julgamento teve atuação do Grupo de Atuação Especializada em Júri do Ministério Público do Rio (GAEJURI/MPRJ)

O Tribunal do Júri da Comarca de Macaé condenou, na madrugada desta quinta-feira (15), o empresário Jocimar Nascimento Neves a 40 anos de prisão pelo homicídio do grafiteiro Yuri Alves Neves e pelas três tentativas de homicídio contra outros jovens. A acusação contra o o empresário foi realizada no julgamento pelo Grupo de Atuação Especializada em Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ).

A sessão contou com a participação da coordenadora do GAEJURI/MPRJ, Simone Sibilio, e da subcoordenadora Roberta Maristela dos Anjos. A sustentação oral ficou a cargo dos promotores de Justiça Bruno Bezerra e Daniela Peroba. A titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Macaé também participou da sessão.

O crime aconteceu onta no dia 8 de agosto de 2012, quando Yuri e três amigos grafitavam uma casa abandonada no bairro Glória, área nobre de Macaé. Segundo a denúncia, os jovens foram surpreendidos pelo empresário, que, mesmo após eles deixarem o local, efetuou vários disparos. Yuri foi atingido pelas costas, socorrido e encaminhado ao Hospital Público de Macaé, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante o julgamento, os promotores do GAEJURI/MPRJ demonstraram que as vítimas não tentaram invadir a casa do acusado, nem ofereceram qualquer ameaça. Ficou comprovado que os jovens estavam desarmados e portavam apenas latas de spray, enquanto o réu, sem qualquer provocação, efetuou os disparos. O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público, classificando o crime como motivado por razão torpe e cometido mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Logo após o término do julgamento, a prisão de Jocimar foi decretada, atendendo ao pedido do MPRJ. A coordenadora do GAEJURI/MPRJ, Simone Sibilio, destacou que a condenação representa uma vitória para a comunidade de Macaé, que aguardava justiça desde 2012. “Essa condenação foi essencial para que a comunidade de Macaé, que presenciou o crime há quase treze anos e convivia com o réu em liberdade, tenha a certeza de que, apesar de todo o tempo decorrido em razão dos diversos recursos da defesa, o tempo não pode ser um fator que garanta a impunidade. O acusado, um empresário conhecido na cidade, atacou jovens grafiteiros que apenas faziam sua arte em uma casa abandonada ao lado da residência dele. As vítimas, ontem, receberam a resposta de sete cidadãos daquela cidade: a vida vale muito mais que um muro grafitado”, afirmou .

Ela reforçou a importância do trabalho do GAEJURI/MPRJ, grupo instituído pelo procurador-geral de Justiça, que atua de forma especializada em casos de crimes dolosos contra a vida, com foco na efetividade da Justiça e no amparo às vítimas e seus familiares.

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