O início da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (11), no julgamento da trama golpista, foi marcada por trocas de ironias. A ministra Cármen Lúcia e o ministro Flávio Dino aproveitaram seus momentos de fala para provocar o colega Luiz Fux, que um dia antes havia surpreendido ao proferir um voto de mais de 13 horas no julgamento da chamada trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a introdução do seu voto, Cármen Lúcia foi interrompida por Dino, que pediu um aparte. A ministra então respondeu em voz alta: “Todos!”, disse. Na sequência, completou: “Todos desde que rápidos, porque nós, mulheres, ficamos muitos anos sem falar”, lembrando ainda que o regimento da Corte prevê a possibilidade de apartes. “Faz parte dos julgamentos”,a afirmou a ministra.
Indireta sobre Fux
Na última terça-feira (9) Fux havia se queixado de Dino por ter feito apartes durante a manifestação do relator, Alexandre de Moraes. A resposta de Cármen, em tom de ironia, foi interpretada como uma cutucada na reclamação de Fux.
Pouco depois, Dino também fez questão de reforçar a provocação. Ele afirmou: “Meus votos são rápidos, para poder pedir muitos apartes”. A frase foi entendida como uma indireta a Fux, que ficou marcado pelo discurso extenso da véspera.
“Escrevi 396 páginas mas vou ler um resumo”, disse Cármen, novamente em referência indireta a Fux, que levou mais de12 horas para ler um relatório com quase 500 páginas.






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