A escolha de Edmar Moreira Camata para comandar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) provocou reação de dirigentes petistas e integrantes do grupo Prerrogativas, que reúne advogados aliados de Lula e críticos da operação que danificou a economia nacional e violou normas democráticas. A informação é da coluna da jornalista Malu Gaspar no Globo.
O delegado é um notório defensor da Lava Jato, e várias vezes se manifestou a favor das prisões da operação, sobretudo a de Lula. Em 2018, Camata foi candidato a deputado federal pelo PSB do Espírito Santo com o lema “para a Lava Jato não acabar”.
Camata já foi um admirador da atuação de Moro à frente do Ministério da Justiça. No Twitter, ele segue Jair Bolsonaro e não Lula.
Em julho de 2017, compartilhou em suas redes fotos de um evento em que homenageou a força-tarefa e tietou Deltan Dallagnol.
“Tive cinco minutos que certamente milhões de brasileiros gostariam de ter, e espero ter honrado”, afirmou. “À frente, o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Pude falar do orgulho e confiança que a ampla maioria dos brasileiros tem na atuação desses profissionais, que de maneira inovadora se impõem contra a corrupção”.
Apoiou a prisão de Lula em 2018. “O fato, hoje, é que Lula está preso. Também estão presos Cabral, Cunha, Geddel, Vaccari, André Vargas, Henrique Alves, Palocci, Gim Argelo… todos presos. Todos inocentes? Todos sem provas? Lula não foi o primeiro. Ao contrário, sua prisão foi cercada de precauções, para muitos, desnecessárias”, escreveu em 13 de abril daquele ano.
Assim que Flávio Dino, o ministro designado por Lula para a Pasta da Justiça anunciou que Camata seria o novo chefe da PRF, houve forte reação por membros do grupo Prerrogativas.
“Essa indicação do novo diretor geral da PRF é um desastre. O cara é admirador do Moro e do Dallagnol”, escreveu um integrante do Prerrogativas num grupo de WhatsApp. “Um absurdo total. Está deflagrada a primeira crise”, concordou outro membro.
Aliados de Flávio Dino defendem a escolha de Camata, cujo nome foi bem recebido por integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal, segundo a coluna.







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