Usuários do metrô do Rio de Janeiro, especialmente na Zona Sul da cidade, têm enfrentado um problema recorrente que afeta diretamente a mobilidade e o conforto no transporte: escadas rolantes desligadas em diversas estações. As mais citadas por passageiros são Cantagalo, Siqueira Campos e Largo do Machado, onde o cenário já se tornou parte do cotidiano em diferentes horários e dias da semana.
Para muitos, a situação vai além de um simples transtorno. Segundo relatos, os equipamentos costumam estar desligados mesmo sem sinais evidentes de manutenção ou reparo. “O Metrô Cantagalo é o campeão. Costumo passar lá em horários alternados, e isso é frequente. Também já vi acontecer na estação Siqueira Campos e no Largo do Machado”, relata a passageira Aline Machado.
O incômodo, de acordo com usuários, ocorre em várias estações e não segue um padrão claro. Um passageiro, que preferiu não se identificar, contou que às 17h30 do domingo, dia 6, a escada rolante da saída Siqueira Campos estava parada. O mesmo cenário se repetiu na estação Cantagalo na noite de quarta-feira, dia 9.
Para muitos passageiros, a ausência de funcionamento impacta diretamente pessoas com mobilidade reduzida ou que enfrentam dificuldades físicas. “As escadas rolantes são essenciais para garantir o conforto e a acessibilidade dos passageiros, especialmente idosos, pessoas com deficiência, gestantes e quem carrega bolsas e mochilas pesadas. Quando estão desligadas, o deslocamento se torna mais difícil e exaustivo”, afirma.
Apesar das queixas, as placas instaladas nos locais informam apenas que o equipamento está “em manutenção” ou “com defeito”, sem detalhar prazos para o retorno do funcionamento ou se a paralisação é intencional por parte da administração.
Procurada, a concessionária MetrôRio informou que a disponibilidade dos equipamentos de acessibilidade no sistema metroviário é atualmente de 95%. A empresa afirma ainda que realiza revisões gerais e manutenções preventiva e corretiva de forma periódica.
Apesar do índice apresentado pela concessionária, passageiros seguem convivendo com o desconforto diário. Sem uma comunicação mais clara e medidas visíveis de melhoria, a insatisfação cresce entre os usuários, especialmente aqueles que dependem das escadas rolantes para uma locomoção segura e menos desgastante.
Com informações de O GLOBO.





