Equipe de resgate monta acampamento avançado perto do local onde brasileira caiu

Dois alpinistas experientes se uniram ao grupo que tenta alcançar a jovem

Equipes de resgate conseguiram montar um acampamento avançado próximo ao local onde está Juliana Marins, de 26 anos, que caiu em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24) pelo Parque Nacional do Monte Rinjani.

“Felizmente, nesta tarde, 7 socorristas conseguiram se aproximar do local da vítima, mas tiveram que montar um acampamento avançado, pois já estava escurecendo. Enquanto isso, as tentativas de auxílio aéreo por helicóptero ainda não tiveram sucesso devido à forte neblina na área”, diz o comunicado.

Já é noite na região, e ainda não há confirmação se as buscas foram interrompidas neste novo período. O parque suspendeu temporariamente o acesso de turistas às trilhas da montanha para concentrar todos os esforços no resgate.

A operação mobiliza seis equipes de resgate e conta com dois helicópteros de prontidão, que aguardam a melhora do tempo para decolar. Dois alpinistas experientes também se uniram ao grupo que tenta alcançar a jovem.

As equipes desceram cerca de 400 metros, mas novas imagens de drones mostraram que Juliana voltou a escorregar e está a mais de 650 metros de distância da posição anterior, em um terreno rochoso e instável.

“Que ela esteja bem”

O pai da brasileira conseguiu um voo, na manhã desta terça-feira (24), para o país asiático. Manoel Marins publicou um vídeo antes de embarcar, por volta das 6h30, pedindo apoio e orações pelo resgate da filha.

“Estamos embarcando agora para Bali, prestes a entrar no avião. São praticamente 10 horas de voo daqui até lá. Quero pedir que vocês sigam orando pelo resgate da Juliana, que ela esteja bem e possa voltar conosco para o Brasil. Sã e salva. Obrigada por tudo”, disse.

Manoel partiu de Lisboa, em Portugal, com destino a Bali. No entanto, o voo sofreu atrasos devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar devido aos ataques no Oriente Médio, o que prolongou ainda mais a viagem até a Indonésia.

Relembre o caso

Juliana é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava em um mochilão pela Ásia quando o acidente aconteceu. Ela fazia uma trilha no vulcão Rinjani, um dos pontos turísticos mais populares da Indonésia, quando caiu em um precipício, no sábado (21) — ainda sexta-feira (20) no Brasil.

O guia que acompanhava Juliana disse que ela não foi abandonada e que somente tinha parado para descansar. Ele garante que estava há 3 minutos do local onde ela descansava e chamou a equipe de resgate assim que ouviu os gritos de socorro.

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