Encontro promovido pelo Agenda do Poder e Correio da Manhã reúne deputados do Rio em Brasília

Evento foi marcado pelo clima de descontração, mas também muitas conversas sobre política e até futebol.

O clima de descontração marcou o encontro promovido nesta terça-feira (10), em Brasília, pelo Agenda do Poder e pelo Correio da Manhã, que reuniu cerca de 30 deputados da bancada fluminense na capital federal. Entre os assuntos que dominaram as rodas de conversa, o que mais repercutiu foi, claro, o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro à Primeira Turma do STF. Mas também houve espaço para conversas sobre economia, eleições, e até o jogo do Brasil, que enfrentava o Paraguai pelas Eliminatórias da Copa.

Mesmo com o ambiente político polarizado, a confraternização, que aconteceu na Casa Correio da Manhã, manteve o clima amistoso. Parlamentares de diferentes correntes ideológicas trocaram cumprimentos calorosos, numa demonstração de que o diálogo ainda é possível. “Parecia uma extensão do Parlamento, com adversários políticos conversando com civilidade”, resumiu um dos presentes.

Dr. Luisinho, General Pazuello e Marcelo Queiroz

Prova disso é que Lindbergh Farias (PT), foi calorosamente recepcionado calorosamente pelo vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL), que deixava o evento no momento que o petista chegava. Lindbergh também conversou animadamente com o General Pazuello (PL), e posou para uma foto inusitada ao lado do ex-prefeito de Nova Iguaçu, a Rogério Lisboa, e do atual, Dudu Reina, reunindo na mesma imagens três governantes da cidade da Baixada Fluminense. 

O depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de última terça-feira (10), foi o tema predominante das conversas durante o coquetel. O encontro foi promovido pelos jornalistas Ricardo Bruno (Agenda do Poder) e Claudio Magnavita (Correio da Manhã).

Entre os principais comentários estava o comportamento do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal no STF. O tom mais brando adotado durante o julgamento surpreendeu muitos presentes. Um dos momentos mais comentados foi o inusitado convite de Bolsonaro para que Moraes fosse seu vice em futuras eleições — prontamente rebatido com um riso e a resposta: “Declino”.

IOF e Zambelli

As discussões políticas da terça-feira no Congresso também vieram à tona. O primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), revelou a intenção de apresentar uma questão de ordem para obrigar o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a submeter ao plenário o pedido de cassação do mandato da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP). Na véspera, Motta havia indicado que não colocaria a questão em votação, alegando que a decisão do STF, unânime, já teria transitado em julgado. No entanto, após pressão, o presidente da Câmara recuou e informou, ainda na noite de terça-feira, que o caso será discutido pelos parlamentares. “Era um absurdo que essa decisão fosse tomada sem o posicionamento dos demais deputados”, criticou Altineu, que elogiou a mudança de postura de Motta.

Ricardo Bruno, o presidente do PL carioca, Bruno Bonetti, Altineu Côrtes e Cláudio Magnavita

Outro assunto que gerou repercussão foi a proposta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A alternativa apresentada por ele no domingo (8) – taxação de LCAs e LCIs – foi considerada por muitos como ainda mais problemática do que o próprio aumento do imposto. A expectativa entre os parlamentares é que a nova medida provisória, se não for alterada, poderá ser rejeitada. O próprio presidente da Câmara sinalizou nessa direção.

Quem também marcou presença no evento foi o secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, André Ceciliano. O deputado federal comandava o quartel do exército de Paracambi quando o petista era prefeito da cidade, daí a amizade. Tanto que, agora como parlamentar, Pazuello destinou uma de suas emendas para a cidade fluminense, dando uma prova de que apesar de pensamentos políticos divergentes, o bem do Estado do Rio é um objetivo comum da bancada federal, independente das ideologias. 

Eleições 2026

Ainda falando em Pazuello, em uma das muitas rodas de conversas, o deputado afirmou que tudo que vem se falando sobre as sucessões estadual e federal, não passam de especulações. O ex-ministro da Saúde de Bolsonaro foi claro ao afirmar que qualquer decisão sobre o tema, vai depender do que vai acontecer com o ex-presidente.

“Uma coisa é o presidente conduzir pessoalmente essas negociações, outra é se ele for impedido pela Justiça de fazer isso. Ai será preciso que sejam feitos novos arranjos. O cenário será um com Bolsonaro, e outro sem ele, mas não tem nada definido ainda”, afirmou Pazuello.

Entre os bolsonaristas, no entanto, há um consenso de que o melhor nome para disputar a eleição, caso Bolsonaro seja realmente impedido, é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 

“Eu acredito que o Tarcísio seja, hoje, o melhor nome para substituir o presidente Bolsonaro, caso ele não possa disputar a eleição. Além de muito bem preparado, é um quadro que também dialoga bem com a esquerda e o centro, o que pode fazer toda diferença”, afirmou o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes.

Cariocas em Brasília 

O evento reuniu também jornalistas cariocas que participam ativamente da cobertura política em Brasília. Marcaram presença Pedro Figueiredo e Erick Rianelli, da TV Globo; o colunista Paulo Capelli, do Metrópoles; Gabriel Sabóia, de O Globo; além de Fernando Molica, Thalles Faria e Rudolfo Lago, do Correio da Manhã.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading