Empresa de Gusttavo Lima lavou dinheiro de casa de apostas, conclui investigação policial

De acordo com o inquérito, empresa recebeu R$ 8,2 milhões da operadora de apostas, cujo proprietário foi preso por promoção de jogos ilegais

A empresa “Balada Eventos”, do cantor Gusttavo Lima, está no centro de uma investigação da Polícia Civil de Pernambuco por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à casa de apostas “Esportes da Sorte”. De acordo com o inquérito, a empresa de Lima recebeu R$ 8,2 milhões da operadora de apostas, cujo proprietário, Darwin Henrique da Silva Filho, foi preso no início do mês por promoção de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

O relatório policial revelou que o grupo criminoso utilizou também as empresas ZRO Pagamentos e Pagfast para movimentar recursos de forma ilícita. A Balada Eventos é majoritariamente controlada pela N&R Empreendimentos e Participações Ltda, que pertence a Nivaldo Batista Lima, nome real do cantor.

Entre março e dezembro de 2023, a Esportes da Sorte fez 26 transferências para a Balada Eventos, totalizando R$ 8,2 milhões. Durante o mesmo período, a casa de apostas também recebeu R$ 7,2 milhões da ZRO Pagamentos e R$ 20,7 milhões da Pagfast.

A Justiça já havia bloqueado R$ 20 milhões nas contas da Balada Eventos e, nesta segunda-feira (23), decretou a prisão de Gusttavo Lima, alegando a conexão de sua empresa com uma rede de lavagem de dinheiro. A juíza responsável pelo caso destacou que o cantor “deu guarida a foragidos” envolvidos na operação, ressaltando a gravidade das acusações e a necessidade de uma investigação rigorosa para evitar a impunidade.

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