A primeira viagem do governo Donald Trump às Américas ocorre na Venezuela, com a chegada do enviado especial Richard Grenell (foto) a Caracas nesta sexta-feira (31). Mauricio Claver-Carone, assessor de Trump para a América Latina, afirmou que a visita não se destina a negociações, mas a enviar uma mensagem clara ao regime de Nicolás Maduro: se as exigências dos EUA não forem atendidas, haverá consequências.
As principais demandas do governo americano incluem a aceitação de venezuelanos deportados e a libertação imediata de cidadãos americanos detidos na Venezuela. Claver-Carone destacou que criminosos do Trem de Arágua devem ser deportados e que os reféns norte-americanos precisam ser devolvidos aos EUA.
Embora a Casa Branca reconheça Edmundo González como presidente legítimo da Venezuela, ela ainda precisa trabalhar com Maduro em questões estratégicas, como a deportação e o combate ao tráfico de drogas, que são prioridades da nova administração.
Atuação de petroleira americana em xeque
A visita também traz implicações econômicas, já que Marco Rubio, secretário de Estado, indicou que os EUA podem revisar a permissão para a Chevron operar na Venezuela. A petroleira, que produz cerca de 220 mil barris de petróleo por dia, tem sido crucial para aliviar a crise financeira do regime, mas a flexibilização de sanções em 2022, que permitiu eleições livres e observação internacional, não foi completamente cumprida por Maduro.
Antes da viagem de Grenell, esperava-se que o governo Trump se concentrasse em países como Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana. No entanto, Marco Rubio visitará esses locais a partir de sábado (1º), com foco em imigração e na presença da China na região.
Além disso, a administração Trump revogou o status de proteção temporária de cerca de 600 mil venezuelanos, o que gerou críticas de organizações de direitos humanos e da oposição venezuelana. Líderes como María Corina Machado e Edmundo González expressaram insatisfação com essa decisão e solicitaram que os EUA protejam os venezuelanos que não estão envolvidos com grupos criminosos, considerando o apoio de Trump essencial para pressionar Maduro e avançar na transição política do país.
Com informações da Folha de S.Paulo





