Emicida discursa em ato contra o Congresso em Copacabana: ‘Unido a gente fica de pé’

Batizada de ”Ato Musical 2: o retorno”, a mobilização reuniu mais de 18 mil pessoas

Em um ato musical realizado neste domingo (14), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, o rapper Emicida concentrou a atenção do público em uma fala extensa sobre mobilização coletiva. Batizado de “Ato Musical 2: O Retorno”, o evento teve como objetivo protestar contra o Projeto de Lei da Dosimetria.

O ato reuniu cerca de 18,9 mil pessoas, segundo cálculo da equipe do Monitor do Debate Político em parceria com a ONG More in Common. Além do artista paulistano, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Xamã também se apresentaram.

De cima do trio elétrico, Emicida fez um discurso em que defendeu a mobilização política contínua e a participação ativa da sociedade nos rumos do país.

“A gente precisa estar profundamente comprometido com fazer girar umas cadeiras naquele Congresso em Brasília”, afirmou. Segundo ele, o Parlamento não pode atuar como um obstáculo às transformações sociais. “O Congresso não pode ser o freio de mão do sonho desse país”, disse.

Durante a fala, o rapper fez referência ao PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso na madrugada da última quarta-feira (10). A proposta permite a redução das penas para crimes contra a democracia, como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

“O que aconteceu naquela madrugada foi uma covardia, uma punhalada pelas costas do povo. Nós precisamos que o Congresso seja a casa do povo. Precisamos nos comprometer para que nenhuma das pessoas que corroboraram essas pautas permaneça dentro daquela casa”, declarou.

Emicida também defendeu que parlamentares que apoiaram as medidas criticadas durante o ato não permaneçam no Congresso após as eleições de 2026. Veja abaixo:

“Esse é um compromisso nosso para 2026. O Congresso precisa ser a casa do povo, o povo que ocupa as ruas, o povo que sonha, o povo que luta, o povo que acredita no potencial incrível desse país. Nós precisamos de vocês, precisamos uns dos outros para construir e nos comprometer com o país que a gente gostaria de viver. Isso é urgente”, disse.

O evento terminou com uma convocação à união e à mobilização coletiva. “Unido a gente fica em pé, dividido a gente cai”, afirmou Emicida. Em seguida, o artista entoou Sujeito de Sorte, de Belchior, música que regravou para o álbum AmarElo.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading