Em paralisação, servidores estaduais cobram recomposição salarial no Palácio de Guanabara 

Ato reúne cerca de mil participantes e inclui profissionais da educação e outras categorias

Servidores estaduais realizam, nesta quarta-feira (18), uma paralisação unificada de 24 horas em todo o estado do Rio. O movimento reuniu cerca de mil participantes que marcharam até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, cobrando por recomposição salarial referente ao período entre 2017 e 2021.

A ação contou com profissionais da educação e outras categorias do funcionalismo público. Também estiveram presentes os deputados estaduais Prof Josemar (PSOL), Marina do MST (PT) e Lilian Behring (PCB).

Paralisação unificada vai durar 24h – Crédito: Reprodução/ Redes sociais

Em Niterói, os servidores começaram a mobilização por volta das 7h. Às 9h, o grupo se concentrou em frente ao Liceu Nilo Peçanha, no Centro da cidade, de onde seguiu para o ato unificado na capital.

A manifestação principal começou no Largo do Machado, com concentração às 10h. Em seguida, os participantes seguiram em marcha até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual.

Equipes da CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar acompanham o ato e orientam o tráfego. O Túnel Santa Bárbara acabou interditado no acesso pelo Elevado 31 de Março, na altura da Avenida Salvador de Sá por onde é feito o desvio. Para motoristas que trafegam pela região, a orientação é ir optar pelo Túnel Rebouças ou Aterro do Flamengo.

Outras categorias do funcionalismo público também participam da ação – Crédito: Reprodução/ Redes sociais

Pedidos de reajuste

De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), a paralisação ocorre em protesto contra a ausência de reajustes salariais nos últimos três anos. A categoria também cobra o pagamento das parcelas restantes da recomposição salarial referente ao período entre 2017 e 2021, prevista em lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

Segundo os organizadores, apenas a primeira parcela, equivalente a 13,05% de um total de 26%, foi paga até o momento. A mobilização também reúne servidores da ativa e aposentados, que reivindicam o cumprimento integral da recomposição.

Em nota, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que teve as aulas suspensas, disse que reconhece a necessidade da recomposição salarial:

Devido à ampla adesão de servidores técnicos e docentes à paralisação, uma parte considerável das atividades de ensino da Universidade está suspensa no dia de hoje. A Uerj reconhece a necessidade de recomposição salarial, conforme previsto em lei“, afirmou.

O que diz o Governo?

Em nota, o Governo do Estado do Rio afirmou que trabalha para equilibrar as contas públicas enquanto ajusta o processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Leia a nota na íntegra:

“O Governo do Estado trabalha para garantir a saúde financeira do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, implementar políticas de valorização do funcionalismo, por meio de uma gestão planejada, de medidas para equilibrar despesas e receitas e de ações para aumentar a arrecadação.

Enquanto ajusta o processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o Estado encontra-se sob as regras do Regime de Recuperação Fiscal, sob efeito de liminar, com um cenário fiscal ainda desafiador sob o princípio do equilíbrio das contas públicas”.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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