Em novo desafio ao presidente Nicolás Maduro, a opositora María Corina Machado liderou uma manifestação em Caracas contra o anúncio que maduro foi reeleito na votação do domingo passado. A oposição acusa o regime de fraudar a votação e declara que o diplomata aposentado Edmundo González foi o verdadeiro vencedor. Segundo os resultados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro recebeu 6,4 milhões de votos contra 5,3 milhões de González. No entanto, a oposição alega que González obteve 67% dos votos, com base em cópias das atas eleitorais que ainda não foram apresentadas pelo CNE.
Durante a manifestação, María Corina fez um apelo aos funcionários públicos e membros do governo para se juntarem à oposição. Ela enfatizou a importância de protestar pacificamente e não cair em provocações. Desde o início dos protestos, na segunda-feira, mais de mil pessoas foram presas e pelo menos 11 civis foram mortos, embora organizações de direitos humanos afirmem que o número pode chegar a 20.
Paralelamente, apoiadores de Maduro também realizaram um ato em Caracas para celebrar a vitória do presidente. Países como Estados Unidos, Peru, Equador, Panamá, Uruguai, Guatemala e Costa Rica reconheceram a vitória de Edmundo González Urrutia. Enquanto isso, Brasil, México e Colômbia tentam negociar uma saída pacífica para a crise política na Venezuela, com a proposta de diálogo direto entre Maduro e González, excluindo María Corina das discussões devido à sua inabilitação judicial para disputar a eleição.Parte superior do formulário
Também neste sábado, os chavistas realizarão um ato no centro de Caracas para celebrar o que consideram ser o triunfo de Maduro nas urnas, em uma tentativa de medir forças com a oposição.
Brasil, México e Colômbia querem que as negociações para um acordo pacífico sejam feitas diretamente com Maduro e González. María Corina Machado não deve participar das discussões. A avaliação é que, inabilitada pela Justiça do país para disputar a eleição, María Corina jamais seria recebida em uma mesa de negociações pelos chavistas.
Segundo fontes da diplomacia brasileira, caberá ao México fazer a aproximação para constituir a mesa de diálogo.
Com informações de O Globo.




