O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, chegou na manhã deste domingo a Mossoró, no Rio Grande do Norte, para acompanhar as investigações sobre a fuga de dois detentos da penitenciária federal localizada na cidade. Em entrevista após se reunir com a governadora do estado, Fátima Bezerra, e autoridades policiais, ele disse que a expectativa é que ambos sejam recapturados em breve.
— Minha presença é para mostrar que o governo federal está presente aqui, prestigiando as autoridades locais, para que possamos resolver esse problema que surgiu. É um problema localizado que será superado em breve — disse Lewandowski.
Ao lado da governadora, o ministro agradeceu a ajuda dos órgãos policiais do Rio Grande do Norte e também de outros estados. No quarto dia após a fuga, as buscas seguem e envolvem cerca de 300 agentes de segurança, além de helicópteros e drones, com equipes especiais da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
— Vim agradecer a colaboração das autoridades estaduais, não só do RN, mas dos estados vizinhos também. E elogiar o entrosamento das equipes — destacou o ministro em um breve pronunciamento na Delegacia da Polícia Federal em Mossoró.
Ligados ao Comando Vermelho, os fugitivos foram identificados como Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Deisinho. Ambos são do Acre e estavam na Penitenciária Federal de Mossoró desde 27 de setembro de 2023.
Os dois detentos que fugiram da Penitenciária federal de Mossoró na quarta-feira passada fizeram uma família refém na noite desta sexta-feira. De acordo com investigadores, os fugitivos invadiram a casa de uma família numa área rural da cidade, pediram comida, queriam ver notícias sobre a fuga e roubaram celulares. A dupla ficou no local por cerca de quatro horas, não pediu dinheiro e fugiu a pé.
Inédita no sistema penitenciário federal, a fuga ocorreu na madrugada da Quarta-feira de Cinzas, após o feriado de carnaval. A unidade de segurança máxima foi inaugurada em 3 de julho de 2009 e projetado para receber até 208 presos. O presídio é uma reprodução do modelo de unidades de segurança máxima norte-americanas, conhecidas como “Supermax”, conforme descrição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Relatórios de inteligência da unidade prisional elaborados em 2021 e em 2023 já apontavam que 124 câmeras estavam sem funcionar e alertavam para falhas de segurança.
Com informações do GLOBO.
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