O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, determinou a aposentadoria imediata do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, além da saída de outros dois generais de alto escalão. A decisão, tomada na quinta-feira (2), ocorre em meio à guerra com o Irã e gerou surpresa dentro das Forças Armadas.
Segundo autoridades ouvidas pela imprensa dos EUA, também foram afastados o major-general William Green Jr., chefe dos capelães, e o general David Hodne, responsável pelo Comando de Transformação e Treinamento do Exército.
Anúncio ocorre após discurso de Trump
A decisão foi anunciada um dia depois de um pronunciamento do presidente Donald Trump, no qual sinalizou a intensificação das ações militares contra o Irã. Em declarações anteriores, Trump havia indicado a possibilidade de encerrar o conflito em poucas semanas, mas o tom mais recente aponta para uma escalada.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a saída de George em publicação nas redes sociais. “O general Randy A. George se aposentará de seu cargo como o 41º chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato. O Departamento de Guerra agradece as décadas de serviço do general George à nossa nação”.
Surpresa na cúpula militar
A forma como a decisão foi conduzida causou impacto entre oficiais de alto escalão. De acordo com relatos, a alta cúpula do Exército não foi previamente informada sobre a medida.
George teria recebido a notícia por telefone, enquanto participava de uma reunião. Posteriormente, ele comunicou a decisão à sua equipe, que reagiu de forma contida. Segundo uma fonte, os integrantes do comando estavam “muito estoicos” diante do anúncio.
A saída repentina ocorre em um momento considerado sensível, com o Exército dos EUA desempenhando papel central na mobilização de tropas e na operação de sistemas de defesa aérea e antimíssil.
Tensões internas e contexto estratégico
Nos bastidores, a decisão também é associada a divergências dentro da cúpula militar. Durante sua gestão, George atuava em colaboração com o secretário do Exército, Dan Driscoll, cuja proximidade com a Casa Branca era vista com desconfiança por Hegseth.
Além de comandar operações estratégicas, George era responsável por fornecer aconselhamento ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, e ao próprio secretário de Defesa sobre capacidades militares essenciais.
A decisão de afastá-lo em meio ao conflito levantou questionamentos entre militares. “Não me parece uma decisão muito bem pensada”, disse um oficial estadunidense ouvido pela imprensa.
Mudanças em meio à guerra
A substituição de lideranças militares em um cenário de guerra costuma ser tratada com cautela, especialmente quando envolve posições-chave na estrutura de comando.
A saída de George e de outros generais ocorre em um momento de intensificação das operações e pode impactar a coordenação estratégica das forças dos EUA.
Até o momento, o Pentágono não detalhou quem assumirá interinamente as funções nem os motivos específicos das demissões.






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