Em dez semanas, Desenrola já renegociou R$ 14,3 bilhões em dívidas de brasileiros

Os bancos brasileiros já renegociaram R$ 14,3 bilhões em dívidas da chamada Faixa 2, centrada em resolver débitos de pessoas físicas com débitos negativados até 31 de dezembro de 2022 e renda de até R$ 20 mil. Foram 2,03 milhões de contratos de dívidas renegociados em dez semanas, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No total,…

Os bancos brasileiros já renegociaram R$ 14,3 bilhões em dívidas da chamada Faixa 2, centrada em resolver débitos de pessoas físicas com débitos negativados até 31 de dezembro de 2022 e renda de até R$ 20 mil. Foram 2,03 milhões de contratos de dívidas renegociados em dez semanas, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No total, foram beneficiados cerca de 1,6 milhão clientes. A adesão ao programa irá até 31 de dezembro deste ano.

O programa “Desenrola Brasil’ é uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi criado para promover um mutirão de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A ideia central é tirar pessoas da lista de negativados e retomar o potencial de consumo da população.  

Ainda de acordo com a federação, as instituições financeiras limparam o nome de cerca de 6 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100 — uma contrapartida à participação dos bancos no programa.

Isso significa que, se o devedor não tinha outros débitos pendentes, ficou com o “nome limpo” nos sistemas de proteção ao crédito.

Inicialmente, o Ministério da Fazenda projetava que 1,5 milhão de pessoas poderiam ser contempladas por essa medida, mas a meta foi ultrapassada logo na primeira semana do Desenrola.

A “desnegativação” não significa um perdão. O débito seguirá existindo, mas os bancos se comprometem a não incluir os devedores no cadastro negativo.

Em nota, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, destaca que “os bancos estão diretamente envolvidos na concepção e no desenvolvimento do Programa Desenrola desde o início e o programa cumpre papel essencial no momento delicado das finanças das famílias brasileiras, ao procurar reduzir dívidas da maior quantidade possível de pessoas”.

Com informações do g1

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