RICARDO BRUNO
A crônica e inadmissível situação dos cerca de 4 mil leitos fechados em hospitais federais do Rio começará a ser resolvida gradualmente pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. Num acordo com a prefeitura, o ministério vai contratar cerca de 4,5 mil profissionais através da Rio Saúde, empresa pública municipal. O maior problema para a reativação dos leitos é a falta de pessoal e o governo federal, engessado, não tem agilidade para realizar concursos na proporção da demanda.
Em entrevista ao Jogo do Poder, neste domingo, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que as primeiras contratações devem ocorrer já em março. O convênio entre a prefeitura e o ministério não resolve integralmente o problema. Hoje seriam necessários 12 profissionais para a operação plena dos hospitais federais.
Em paralelo a esta a iniciativa, o presidente Lula incluiu no PAC 3 a reforma dos hospitais do Fundão e do Andaraí, além da construção do novo INCA, no terreno do antigo hospital estadual dos servidores. Necessária e estratégica para o avanço do tratamento oncológico, a obra do INCA foi lançada no segundo mandato do presidente Lula e, em seguida, paralisada no governo Dilma Roussef.
A despeito de o governo do Rio ter gasto R$ 70 milhões para demolição do hospital dos servidores, uma unidade pública de boa qualidade, a obra não foi retomada por Michel Temer e tampouco por Jair Bolsonaro. Ao saber da situação, Lula a incluiu imediatamente no PAC.
No primeiro ano da gestão de Nísia Trindade houve pouco avanço na reativação dos leitos: apenas 300 foram reabertos. Carioca e conhecedora do problema, a ministra tem na questão um de seus maiores desafios. Trata-se de uma promessa de campanha do presidente Lula.





