Os 70 deputados eleitos para a 13ª legislatura da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) tomaram posse na tarde desta quarta-feira. A cerimônia, que começou com 40 minutos de atraso, foi presidida pelo deputado Carlos Minc (PSB) e ocorreu em meio ao clima de tensão pelo comando da Casa, entre os correligionários Rodrigo Bacellar (preferido do governador Cláudio Castro, também do PL) e Jair Bittencourt.
Em seu discurso, Claudio Castro não falou diretamente sobre as eleições, mas disse que sempre atendeu a todos os partidos, independentemente do espectro ideológico. O GLOBO mostrou nesta quarta-feira que o governador se reuniu com mais de 40 deputados nos últimos dias, que teriam confirmado o apoio a Bacellar. Ele agradeceu aos deputados a aprovação de leis que foram importantes para seu primeiro mandato.
— Quem conviveu comigo nesses dois anos e meio sabe meu profundo respeito a essa Casa. O governo dialoga com todos os parlamentares. Da minha parte, reforço minha disposição e empenho de conversar com todos os partidos, independente do espectro partidário. Foi a união de forças da Alerj que possibilitou o avanço de políticas públicas estaduais — disse Castro.
Na abertura da cerimônia, Minc destacou que a posse era um dia de celebração, e defendeu a democracia “independente de posições políticas e ideológicas”.
— A gente precisa de 36 votos para aprovar um projeto. Eu falo sobretudo para os novos: vocês vão ver que aqui a gente trabalha em grupo. O parlamento tem que mostrar ao povo que estamos à altura da confiança que nos depositaram. Amanhã é um dia de disputa, mas hoje estamos celebrando a democracia — disse Minc, que continuou:
— Foram os maiores ataques à democracia o que aconteceu no Brasil. Nós temos obrigação, independente de posições políticas e ideológicas, de defender a democracia. Um exemplo bom foi a gestão do Ceciliano. Todos os projetos mais importantes do governador foram aprovados na Alerj — frisou o decano.
O ex-presidente da Casa, André Ceciliano, lembrou momentos emblemáticos que vivenciou enquanto esteve no comando da Alerj, como o primeiro impeachment de governador do Brasil, as medidas tomadas durante a pandemia e outras relacionadas às condições fiscais do Estado. Antes do discurso, Ceciliano, que perdeu a eleição para o Senado, fez uma menção ao filho, Andrezinho Ceciliano, que foi eleito.
Candidato à liderança da Alerj, Rodrigo Bacellar esteve acompanhado de apoiadores, entre aliados políticos e deputados, com adesivos no peito em defesa de sua campanha. Mas, segundo ele, após a eleição desta quinta-feira, não haverá “retaliação nem revanchismo”. Ao ser chamado para assinar o livro de posse, alguns deputados e parte dos assessores com adesivo de Bacellar aplaudiram o deputado.






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