A atriz Fernanda Torres também discursou durante o ato contra o Congresso Nacional. No carro de som, ao lado do cantor Lenine, na Orla de Copacabana, a vencedora do Globo de Ouro e indicada ao Oscar de 2025 por seu papel no filme “Ainda Estou Aqui”, afirmou:
“Ainda estamos aqui pelas florestas brasileiras, pelos direitos da mulher, pela democracia. Nós estamos aqui para acordar o Congresso. Eles não podem trabalhar para si mesmos. Ainda estamos aqui.”
O protesto deste domingo se transformou em grande ato político-cultural na praia de Copacabana. Reuniu artistas, parlamentares e manifestantes contrários ao projeto de lei que pode reduzir as penas de Jair Bolsonaro e de outros condenados pela trama golpista de 8 de janeiro. Batizada de “Ato Musical 2: O Retorno”, a mobilização foi convocada por Caetano Veloso e contou com apresentações de alguns dos principais nomes da música brasileira.
Continuidade do ato de setembro
O protesto se apresentou como uma continuidade do ato realizado em 21 de setembro, quando músicos se reuniram contra a chamada PEC da Blindagem. Desta vez, além de Caetano, o palco recebeu artistas como Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Lenine, Fafá de Belém, Fernanda Abreu, Emicida, Xamã e Baco Exu do Blues, entre outros.
Antes dos shows, parlamentares discursaram para o público, entre eles Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ), Tarcísio Motta (PSOL-RJ), Marcelo Freixo e Glauber Braga (PSOL-RJ). As falas reforçaram críticas ao Congresso e ao avanço de propostas vistas como uma tentativa de anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
Caetano Veloso abriu a parte musical com “Alegria, Alegria” e “Gente”. Vestindo camisa verde e calça amarela, afirmou cantar “pelo Brasil com respeito”, frase respondida pelo público com gritos de “sem anistia”. Em seguida, interpretou “Vaca Profana” e “Podres Poderes”, uma das músicas mais entoadas pelos manifestantes.






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