Macaco preso por correntes em Santa Teresa segue em recuperação, diz instituto

Instituto Vida Livre informou que a fêmea chegou com sequelas físicas e emocionais provocadas pelo confinamento

A fêmea de macaco-prego resgatada de uma residência em Santa Teresa, na região central do Rio, na última segunda-feira (4) segue sob cuidados especializados no Instituto Vida Livre. Segundo a instituição, o animal apresenta sinais de estresse provocados pelo período em que viveu acorrentado em cativeiro irregular.

Em publicação nas redes sociais, o instituto informou que o animal está recebendo atendimento veterinário e acompanhamento especializado desde que chegou à unidade. De acordo com a equipe, os impactos da situação enfrentada pela fêmea não se limitaram às marcas físicas.

“Ela foi trazida ao nosso Instituto Vida Livre,  onde está recebendo todos os cuidados necessários e nossos esforços são para transformar sua história. As marcas da corrente estão em corpo e em seu comportamento alterado e estressado. A crueldade de manter macacos como animais de estimação no Brasil infelizmente é histórica e ancestral”, destacou o Instituto em uma publicação nas redes sociais. 

A fêmea de macaco-prego (Sapajus nigritus) foi resgatada na última semana durante uma operação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar (CPAM-PMERJ).

Ela era mantida presa por uma corrente dentro de uma residência em Santa Teresa. O casal que vivia no local foi conduzido à 7ª DP (Santa Teresa), para prestar depoimentos.

Recuperação

Segundo o instituto, os esforços agora estão concentrados na recuperação física e comportamental do animal. Os especialistas também avaliarão se ela terá condições de retornar à natureza futuramente. Na publicação, o instituto também chamou atenção para a prática de manter primatas como animais de estimação. 

“Hoje há uma pressão gigantesca do tráfico de fauna por algumas espécies que são usadas como troféus de ostentação, exploradas em perfis na internet ou simplesmente atendem à carência de pessoas que chamam de amor manter um animal vestido de roupinha e fralda o dia todo. É urgente rever nossa legislação, instruir nosso Poder Judiciário”, afirmou.

Casos de tráfico, maus-tratos, abuso ou mutilação de animais silvestres podem ser denunciados por meio da plataforma FalaBR ou pelo Linha Verde do Disque Denúncia, através do telefone 2253-1177, que também recebe mensagens via WhatsApp.

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