Após um longo período de indecisão sobre a compra do Twitter, o homem mais rico do mundo desistiu formalmente de adquirir a rede social.
Segundo acordo de 25 de abril, o Twitter foi obrigado a fornecer a Musk os dados que ele solicitou, a fim de “fazer uma avaliação independente da prevalência de contas falsas ou spam na plataforma do Twitter”, disse uma carta enviada por seus advogados ao Diretor Jurídico do Twitter, Vijaya Gadde.
Musk disse que essas informações são necessárias para financiar a compra e “envolver-se no planejamento de transição” para a empresa, mas o Twitter “falhou ou se recusou” a fornecê-las, disseram os advogados. A empresa ignorou seus pedidos, “rejeitou-os por razões que parecem injustificadas” ou alegou cumprir ao fornecer a Musk “informações incompletas ou inutilizáveis”, segundo a carta.
O Twitter disse que vai aos tribunais. Antes da desistência de Musk ser anunciada, a empresa reiterou ao New York Times que tinha interesse de fechar a transação e nos termos e no preço combinados. Agora, os dois lados devem se enfrentar em batalhas judiciais.
“O Conselho do Twitter está comprometido em fechar a transação no preço e nos termos acordados com Musk e planeja buscar ações legais para fazer cumprir o acordo de fusão”, disse Bret Taylor, presidente do conselho, em um tuíte. “Estamos confiantes de que prevaleceremos no Tribunal de Chancelaria de Delaware”.
As ações da empresa desabaram. No pregão regular, os papéis do Twitter recuaram 5,1%, cotados a US$ 36,81 — menor valor desde o fim de maio. O volume financeiro ficou perto de US$ 18,6 milhões, acima do movimentado ontem. As ações da Tesla, por outro lado, subiram 2,5%.
A notícia surge após o jornal The Washington Post ter publicado um artigo onde anunciava que a compra da rede social pelo multibilionário estava comprometida devido às preocupações do fundador da Tesla e da SpaceX acerca do número de contas de spam do Twitter.






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