Não terá vida fácil o vereador carioca Willian Coelho (DC), reeleito com mais de 18 mil votos. Ex-cria de Eduardo Cunha, com quem viria a romper há cerca três anos, o parlamentar é acusado de fraudar a cota de gênero do Democracia Cristã. E, por isso, pode perder o mandato.
A chapa montada por Coelho não atendeu aos 30% de candidaturas femininas exigidos pela legislação. Há indícios de maracutaias na composição da nominata. Às vésperas do pleito, quatro candidatas renunciaram à disputa e, em seguida, apenas um candidato foi substituído por uma mulher.
Resultado: a chapa apresentou 36 homens e 12 mulheres e não 16 candidatas como exige a legislação para garantir a proporção de gênero. Com 12 mulheres, a nominata poderia ter apenas 24 candidatos.
Pilotado por Cunha no Rio, o Republicanos questionou a suposta fraude no juízo eleitoral de primeira instância e já preparou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral para impetrar no TRE contra a irregularidade do DC.
– Houve nitidamente fraude à cota de gênero. Há farta jurisprudência no TSE sobre este tema. Toda a chapa do DC será cassada e os votos anulados. Ele vai perder o mandato – acredita Eduardo Cunha.
Se realmente Willian Coelho vier a ser cassado, quem assume é o primeiro suplente do União, Ulisses Marins.





