RICARDO BRUNO
A propalada aliança do PSD, de Eduardo Paes, com o PDT, de Carlos Lupi, subiu no telhado e é absolutamente improvável que haja qualquer possibilidade de as negociações serem retomadas. Na última quinta-feira, Lupi e Paes, amigos de longa data, não conseguiram chegar a um acordo sobre o nome do cabeça da chapa do hipotético arranjo eleitoral entre as duas siglas. Estão colocados Felipe Santa Cruz, pelo PSD, e Rodrigo Neves, pelo PDT. Diante do impasse, as partes desistiram do acordo.
– Infelizmente, a proposta não vingou. O impasse sobre o nome candidato não foi superado. Como diria Rita Lee, não rolou nem a amizade do amor sem sexo e nem a vontade de sexo sem amor – resumiu um dos mais próximos interlocutores de Eduardo Paes.
A fonte argumenta que as negociações foram esgotadas, sem resultados objetivos, por conta da exigência do PDT de liderar a chapa com Rodrigo Neves. No círculo mais próximo de Paes, há o entendimento de que o ex-prefeito de Niterói não ostenta posição tão confortável nas pesquisas que lhe garanta desde já a cabeça da chapa.
Houve também diferenças sobre os critérios de escolha. O PDT advoga a utilização exclusiva das pesquisas atuais. O PSD exige que se leve em conta outras questões como rejeição, capacidade de ampliar a aliança, potencial de crescimento da candidatura.
Ao deixar a reunião de quinta-feira, Lupi deu a senha de que a dificuldade não havia sido superada.
– Continuo com o Rodrigo e o Eduardo com o Felipe. Vamos continuar conversando.
Neste sábado, contudo, um informante com trânsito livre no Palácio da Cidade, foi além, encerrando a possibilidade de a aliança prosperar.
– Acabou o acordo – disparou






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