O prefeito Eduardo Paes informou em seu perfil no X, na manhã desta quinta-feira (12), que “independente de qualquer coisa”, as escolas que perderam a confecção de suas fantasias no incêndio que atingiu uma fábrica em Ramos, na Zona Norte do Rio, “não serão rebaixadas no carnaval desse ano”. Três escolas foram mais afetadas: Império Serrano, Unidos da Ponte e Unidos de Bangu.
— Conversei agora com o presidente Hugo Júnior, da série Ouro, que me deu mais detalhes das 3 escolas afetadas pelo incêndio de hoje em Ramos. Já tomamos a decisão de que, independente de qualquer coisa, as escolas não serão rebaixadas no carnaval desse ano. Havendo possibilidade de desfilar, as três serão consideradas hors con·cours — disse Paes.
Em evento em Brasília, Paes se solidarizou com as escolas de samba e disse que o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, acompanha a situação.
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, a Liga RJ, que cuida das escolas de samba da série ouro do carnaval do Rio, afirmou que recebe com preocupação a notícia no incêndio. De acordo com o texto, “o impacto deste incidente atinge diretamente o planejamento do Carnaval e toda a cadeia produtiva envolvida na sua realização”. Diante do ocorrido, dirigentes vão convocar uma reunião com os presidentes para que “nenhuma escola de samba seja prejudicada”.
Ao menos cinco escolas tinham fantasias dentro do local que pegou fogo. Elas são: Império Serrano, Unidos da Ponte, Academicos de Vigario Geral, Unidos de Bangu e Em Cima Da Hora. “A Liga RJ seguirá acompanhando de perto as investigações e as consequências desse triste episódio, reafirmando seu apoio a todas as agremiações atingidas”, destaca o comunicado.
Nove pessoas em estado grave
Em nota divulgada às 10h, a direção do Hospital Estadual Getúlio Vargas informou que as dez vítimas do incêndio deram entrada na unidade, sete mulheres e três homens. Nove deles estão em estado grave. Outras três foram levadas para o Hospital Federal de Bonsucesso. Dezoito pessoas foram resgatadas do imóvel pelos bombeiros.
Em um dos momentos de maior tensão, quatro pessoas que estavam dentro do prédio no segundo andar foram resgatadas pelas equipes por uma das janelas. Até saírem do imóvel, elas ficaram no local, pediam por socorro cercadas por fumaça. Moradores do entorno tentavam ajudar. Segundo funcionários resgatados, cerca de 30 pessoas trabalhavam na confecção quando o incêndio começou. Às 9h50, a corporação confirmou que faz o trabalho de rescaldo, e não há mais focos de incêndios.
As pessoas recebem os primeiros atendimentos no local, em ambulâncias. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 7h39 para o incêndio. Num primeiro momento, equipes de seis quartéis atenderam a ocorrência. Agora, estão empenhados homens de 13 unidades operacionais, incluindo o Grupamento de Operações Aéreas da corporação e especialistas em salvamento em altura, cerca de 90 bombeiros, com apoio de 30 viaturas.
Com informações de O GLOBO.
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