Desde 1992, Carnaval do Rio já foi afetado por incêndios pelo menos 4 vezes

Ao menos cinco escolas tinham fantasias dentro do local que pegou fogo nesta quarta-feira

Na manhã desta quarta-feira, um forte incêndio atingiu uma fábrica de confecção de roupas para o carnaval em Ramos, na Zona Norte do Rio. Ao menos dez pessoas ficaram feridas em estado grave, e 22 foram resgatadas do imóvel pelos bombeiros. Faltando pouco mais de duas semanas para os desfiles, pelo menos cinco escolas tinham fantasias no local tomado pelas chamas. Mas não foi a primeira vez que um incêndio mudou os rumos do carnaval carioca. As agremiações já sofreram episódios semelhantes em pelo menos quatro outras ocasiões desde 1992.

Em 1992, a Acadêmicos do Salgueiro viu um incêndio causar prejuízos em seu barracão. Em apenas 20 minutos, o fogo destruiu 1.500 fantasias prontas da escola-mirim, figurinos da comissão de frente e dos carros alegóricos. Além disso, cerca de 600 metros de tecido foram perdidos, assim como máquinas de corte e costura.

Em 1999, faltando cerca de um mês para o carnaval, um incêndio destruiu completamente o barracão da União da Ilha, levando todas as alegorias. Dois anos depois, em 2001, foi a vez da Imperatriz Leopoldinense ter seu barracão consumido pelas chamas.

Mas foi em 2011 que um incêndio prejudicou o maior número de escolas na história do carnaval carioca. Após vários barracões serem destruídos na Cidade do Samba, no início de fevereiro daquele ano, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu que as escolas afetadas não seriam julgadas no desfile.

O fogo destruiu os barracões da Grande Rio e da União da Ilha, além de parte do barracão da Portela e da sede da Liesa. A Grande Rio perdeu quase todo o material para o desfile, acumulando um prejuízo estimado em R$ 10 milhões. Oito carros alegóricos e quatro tripés (pequenas alegorias) pegaram fogo, além de 3.300 fantasias.

A Portela também foi muito atingida, perdendo cerca de 2.800 fantasias. Já a União da Ilha teve 2 mil fantasias destruídas.

Naquela época, houve uma grande mobilização, e as agremiações não afetadas decidiram ajudar as três escolas atingidas pelo fogo. Funcionários, como ferreiros e costureiros, se uniram para tentar minimizar os danos e garantir que todas pudessem desfilar.

Incêndio desta quarta-feira

Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, a Liga RJ, que cuida das escolas de samba da série ouro do carnaval do Rio, afirmou que recebe com preocupação a notícia no incêndio em uma fábrica de fantasias de carnaval em Ramos, na Zona Norte da cidade.

De acordo com o texto, “o impacto deste incidente atinge diretamente o planejamento do Carnaval e toda a cadeia produtiva envolvida na sua realização”. Diante do ocorrido, dirigentes vão convocar uma reunião com os presidentes para que “nenhuma escola de samba seja prejudicada”.

Ao menos cinco escolas tinham fantasias dentro do local que pegou fogo. Elas são: Império Serrano, Unidos da Ponte, Academicos de Vigario Geral, Unidos de Bangu e Em Cima Da Hora. “A Liga RJ seguirá acompanhando de perto as investigações e as consequências desse triste episódio, reafirmando seu apoio a todas as agremiações atingidas”, destaca o comunicado.

Com informações de O GLOBO.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading