Os resultados recentes da atividade econômica no Brasil têm impulsionado o mercado financeiro a revisar para cima suas projeções para o PIB deste ano. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, mencionou em entrevista à jornalista Miriam Leitão, do Globo, que a pasta está próxima de revisar a previsão de crescimento para cerca de 3%. No início do ano, o Boletim Focus, divulgado em 8 de janeiro, indicava uma projeção de crescimento de 1,59% para 2024. Na última atualização, a expectativa subiu para 2,23%.
Na segunda-feira, a XP revisou sua previsão de crescimento do PIB, de 2,2% para 2,7%. O PicPay também ajustou sua estimativa, elevando-a de 2,3% para 2,5%. Igor Cadilhac, economista do PicPay, explicou que também revisou a expectativa de crescimento para o segundo trimestre, que passou de 0,5% para 0,9%.
Ele atribuiu essa revisão à rápida recuperação dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul, que inicialmente haviam sido estimados para causar um impacto negativo de -0,2 pontos percentuais no trimestre. No entanto, o efeito foi menor do que o esperado.
Cadilhac destacou que o setor de serviços atingiu um recorde histórico, enquanto o varejo se aproximou desse patamar, apesar de um leve recuo em junho. Ele também observou uma recuperação significativa em setores mais frágeis, como a indústria e a construção civil.
Outro fator positivo é o desempenho do mercado de trabalho, que continua surpreendendo de forma positiva, com uma taxa de desemprego, segundo cálculos dessazonalizados, em nível de pleno emprego, atualmente em 6,8%.
Além disso, os rendimentos têm crescido de maneira consistente em várias atividades econômicas, o que tem impulsionado a massa salarial e, consequentemente, a demanda interna.
Para o restante de 2024, a expectativa é de que o hiato do produto permaneça estreito, com os dados de alta frequência demonstrando resiliência e muitos indicadores se estabilizando em níveis elevados, próximos dos recordes históricos. Com isso, o PicPay também revisou sua projeção de crescimento para 2024, passando de 2,3% para 2,5%.





