O crescimento de 0,14% registrado pelo IBC-Br em outubro pode parecer modesto, mas reflete o desempenho positivo da economia, com setores importantes apresentando bons resultados. O setor de serviços teve um crescimento de 1,1%, enquanto o varejo avançou 0,4%.
Em termos anuais, informa a jornalista Miriam Leitão, do Globo, o indicador registrou crescimento de 3,4% nos últimos 12 meses. Comparado ao mesmo mês de 2023, o crescimento foi de 7,31%. Além disso, o Banco Central revisou os dados do terceiro trimestre de 2023, ajustando a alta do PIB de 4,70% para 4,84%. Isso indica um cenário mais favorável para a economia no período.
O cenário econômico brasileiro segue em constante revisão com instituições financeiras ajustando suas projeções para cima. O Itaú, por exemplo, alterou nesta sexta-feira (13) suas previsões de crescimento para 2024 e 2025. A estimativa para este ano subiu de 3,2% para 3,6%, e de 1,8% para 2,2% para o próximo ano.
Esses números indicam um acumulado robusto no ano, superando as expectativas dos economistas ao longo do ano. Todos os trimestres registraram alta, com crescimento disseminado entre os setores. Um comportamento que contrasta com 2023, quando o avanço foi mais restrito ao primeiro trimestre, impulsionado pela agricultura. Ou seja, este ano foi um crescimento com mais qualidade
A perspectiva para 2025 é mais cautelosa devido ao impacto da política monetária restritiva. Pelo comunicado do Copom, em março, os juros estarão em 14,25%, muito alto. Vamos ver como a economia se comporta.
Os dois anos do governo Lula indicam crescimento forte, no ano passado de 3,2% e este ano as projeções mostram que fique acima de 3,5%. É um ano até difícil de explicar por que termina com PIB forte, alguns desequilíbrios e um ambiente de muito pessimismo no mercado financeiro. O país ainda enfrenta desafios para crescer de forma sustentada e sem inflação.





