Douglas Ruas promete contratar 14 mil policiais e elevar efetivo da PM a 60 mil agentes

Candidato do PL estima impacto adicional de R$ 1,6 bilhão na folha do estado, mas não detalhou de onde pretende retirar os recursos para bancar a expansão

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O candidato do PL ao Governo do Rio, Douglas Ruas, afirmou nesta terça-feira (25) que, se eleito, pretende contratar mais 14 mil policiais militares e elevar o efetivo da corporação dos atuais cerca de 46 mil para 60 mil agentes. Segundo ele, a ampliação teria impacto adicional estimado em R$ 1,6 bilhão na folha de pagamento do estado.

Em entrevista à Rádio Tupi, Ruas apresentou o aumento do efetivo como uma das prioridades de seu programa para a segurança pública. O candidato, no entanto, não detalhou de onde pretende retirar os recursos necessários para custear o crescimento das despesas com pessoal nem explicou em quanto tempo pretende alcançar a meta de 60 mil policiais.

“A minha crítica não é ao governo anterior, é a todos os outros. Estamos trabalhando com a mesma política de segurança desde 2009, e nenhum deles teve coragem de admitir que esse caminho não traz resultado. Precisamos enfrentar o crime com coragem, e isso passa pelo aumento do número de agentes de segurança nas ruas”, afirmou.

Impacto de R$ 1,6 bilhão

Ao tratar da situação atual da Polícia Militar, Ruas classificou o efetivo de aproximadamente 46 mil agentes na ativa como um “cobertor curto” diante das necessidades do estado. A proposta significaria um crescimento de cerca de 30% no número de policiais militares.

De acordo com o candidato, sua equipe já fez os cálculos sobre o impacto financeiro da medida. Para levar o efetivo a 60 mil policiais, seriam necessários aproximadamente R$ 1,6 bilhão adicionais. Ruas não informou se a estimativa considera apenas salários ou também despesas decorrentes das contratações, como benefícios, formação e equipamentos.

A origem dos recursos também não foi apresentada durante a entrevista. Ruas sustentou que a execução da proposta dependerá da definição da segurança pública como prioridade orçamentária de seu eventual governo.

Ruas cita gastos com eventos

Para defender que o estado tem condições de financiar a ampliação da Polícia Militar, o candidato comparou a proposta a despesas públicas destinadas a eventos.

“A gente vê que tem dinheiro para camarote na Sapucaí e para show, então tem dinheiro para colocar mais policiais nas ruas. Se for prioridade do governador, é possível e será a minha”, declarou.

Ruas também voltou a criticar o modelo de segurança adotado no Rio desde 2009. Segundo o candidato, diferentes governos mantiveram uma estratégia que, na avaliação dele, não conseguiu produzir os resultados necessários no enfrentamento à criminalidade.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo